ESPECTATIVA

Ficarei atento aos movimentos do governo eleito, na cidade. Minha grande curiosidade é saber quem responderá pelo governo no município, quem indicará os cargos, são cinco direções de escola, uma agência do DETRAN, o IASEP, a Regional de Saúde e de Educação, batalhão dos bombeiros e da PM.
Na minha opinião não pode ser o prefeito, a não ser que o Jatene pense em uma dobradinha com o PMDB ao estilo da que fizeram com o finado PFL. O problema deste caminho chama-se Elder, ele esperaria mais quatro anos de Jatene para tentar a conquista do governo? Penso que não, creio que em 2014 o PMDB deva lançar seu candidato próprio, entrementes, se eu fosse o Jatene faria o possível para ter o PMDB comigo, seria ponto crucial em minha estratégia de manutenção do poder.
Observando a conjuntura local, creio que há menos espaço ainda para uma coalizão entre o PMDB de Marió e o PSDB do Dr. Cadinho, pois o Marió lançará seu sucessor, ficaria a vaga de vice para o Dr. Cadinho, não penso que este aceitaria.
Depende muito do que Jatene pretende. Mas uma coisa é certa governador adora quem já está no poder, porém se Jatene prestigiar seu partido no município na figura do Dr. Cadinho, há possibilidade de o PSDB voltar ao poder em Santa Izabel.

ESTÁ CONSUMADO

Sou um grande admirador do estilo literário do deputado Parsifal Pontes, principalmente quando ele utiliza essa habilidade associada ao seu senso analítico. Veja a seguir a bela análise que ele faz do governo que se finda.
 
 
 
Ana Julia perdeu para si mesma. Isto não é demérito ao vencedor, mas, uma constatação da incompetência dos áulicos da DS que, ao se acharem exímios alpinistas, acabaram por cair em um abismo que cavaram com os próprios pés.
O governo da DS começou pífio e termina catastrófico: Simão Jatene encontrará uma estrutura administrativa carcomida pelo aparelhamento e uma dívida pública estocada em quatro anos de inapetência gerencial.
O Pará deixou de aplicar nestes quatro anos, aproximados R$ 2 bilhões do Orçamento Geral da União: em 2009, a SEDURB não foi capaz de executar 20% dos valores que dispunha para investimentos em infraestrutura.
Na falta de muque próprio, o governo da DS se apropriou de obras da União, e até de investimentos privados – o caso da ALPA em Marabá foi o mais agudo - como se fossem seus. Esta rotina impregnou a neurologia da governadora e seus valetes, que todos começaram a acreditar que estavam mesmo “fazendo o Pará”: o fim do governo começou com esta grave esquizofrenia.
O péssimo relacionamento político dos interlocutores de Ana Júlia, principalmente o chefe de gabinete que ela, em uma espécie de cãibra mental, nomeou em substituição a Charles Alcântara e depois elegeu deputado federal, Cláudio Puty, foi a primeira lasca do seu epitáfio.
Cláudio Puty deve a Ana Júlia, pelo menos, uma assessoria no seu gabinete na Câmara Federal, onde ele chegou montado no cangote governamental, constituindo-se senão a única, a maior obra desse descalabro que se chamou governo.
A retirada de apoio politico do PMDB, que a cegueira do triunvirato da derrota, Puty, Marcílio e Maurilio Monteiro, coadjuvados por André Farias, achava um estorvo, selou a derrocada do PT, e mostrou que os oito baixos de quem já tem muitos passos nessa estrada deve ser respeitado.
Simão Jatene preenche os requisitos para fazer o resgate que o preço da democracia lhe cobra: o povo do Pará amargou quatro anos de insuficiência administrativa, não mais desejou alongar a dívida e vai cobrar a restituição do indébito.
Não é tarefa fácil a prestação da promissória, mas, há um norte que deve ser observado por Simão Jatene: sempre mirar o arremedo que se finda, pois este é o maior exemplo de como não se deve governar um estado.

TERMINOU COMO COMEÇOU

Esta eleição terminou como começou: Sem graça, sem paixões, sem grandes emoções. As carreatas do sábado até fizeram-me crer que o povo estava envolvido de fato, não estava, saí ontem às ruas para conferir o movimento dos militantes, uma tristeza. Alguns amarelos se reuniram na praça da Bandeira, onde fica o comitê dos vermelhos que também se amontoaram na praça para timidamente festejar a vitória de Dilma, entrementes sem esquecer a derrota de Ana.
Esta eleição foi muito diferente das outras, pelo menos aqui neste micro-cosmo que é Santa Izabel. Na última, na vitória de Ana, o povo tomou as ruas de uma forma impressionante, era o levante dos ventos da mudança. Após a decepção com Ana, a volta do Jatene e do PSDB não represente "mudança", representa " volta" ao que já tinha sido rejeitado, daí a falta de paixões, a falta do povo nas ruas comemorando a vitória. 

GUERRA

Daia Oliveira
Em seu discurso Serra demonstrou a mesma beligerância que o caracterizou no segundo turno, como ele mesmo disse, estava ainda com energia, parece até que ele será o candidato tucano de novo em 2014 pela forma como falou, prometendo uma ação pessoal e partidária forte, porém manterá ele está rompância se for o Aécio o candidato, e se mantiver a rompância, não quererá ele louros por isso, no caso sendo novamente o candidato da oposição, se assim o for, e o Aécio, deve criar um novo partido. Se as lideranças tucanas de Sã Paulo não abrirem mão do seu poder no partido, principalmente em função do PSDB de Minas, creio que o caminho do Aécio será o de criar um novo partido como alternativa ao PT e ao PSDB, pois ele deve ser candidato em 2014 sem dúvida alguma seja por qual partido seja, ele não poderá deixar passar mais uma oportunidade de ser o presidente do Brasil.
Acredito que para Serra restam dois caminhos: Abandonar a vida pública ou a disputa pela prefeitura de São Paulo que é o mais provável, se o Kassab tiver consideração.

CONFIANÇA

Senti muita confiança na Dilma em seu primeiro pronunciamento após confirmação de sua vitória. Falou tudo que eu queria ouvir: preocupação com o social, mas sem abrir mão da austeridade fiscal, do controle dos gastos públicos. Estou confiante de que o novo governo corrigirá as falhas do Lula.

CHUMBO GROSSO

Pelo que ouvi das lideranças do PSDB, a Dilma enfrentará uma oposição acirrada. Já havia esta auto-crítica na oposição, porém a popularidade de Lula impedia reação mais veemente, agora, com a Dilma sangue novo, acredito que a oposição não perderá tempo.

APRENDIZ DE PARAENSE

Adotamos a cultura do meio o qual vivemos, se pegarmos um bebê paraense e o levarmos à China, com 18 anos ele será um chinês, na língua, nos hábitos, nos costumes. porém se ele ficar por aqui vai virar um bom paraense comedor de farinha e tomador de açaí.

NO RIO

"Eu, eu, eu, a Globo se fudeu!"

Era o que gritavam os cariocas nas ruas do Rio, onde Dilma teve expressiva vantagem, em uma reportagem que assisti na Record News.
É problemático um meio de comunicação se envolver na política sem comprometer sua credibilidade. O episódio do Serra no Rio foi o fim da picada. A cara da Fátima dando a notícia da "agressão" do Serra era puro despreso. Essa é a resposta do seu próprio público.