PEDIDO

Enquanto Dilma pede à militância do PT para não se exaltar, o Serra pede a seus militantes para não se intimidarem. E o Aécio e a Globo ainda dizem que o Lula está incitando à violência.

À frente nas pesquisas, Dilma deve fazer maioria de governadores

Maioria das disputas estaduais tem políticos da base em vantagem nas pesquisas

A petista Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial, também está em vantagem em relação a seu adversário, o tucano José Serra, quando o assunto é a disputa pelos governos estaduais.

Dos 18 governadores eleitos ainda no primeiro turno, em 3 de outubro, 11 apoiam a candidata do PT. Os outros sete estiveram com Serra durante a campanha.

Os aliados de Dilma venceram no Rio, com Sérgio Cabral (PMDB), e em alguns dos principais Estados do Nordeste, como na Bahia, onde o governador Jaques Wagner (PT) foi o mais votado, em Pernambuco, que reelegeu Eduardo Campos (PSB), e em Sergipe, onde o atual governador, Marcelo Déda, também conquistou mais quatro anos de mandato.

Os tucanos, por outro lado, saíram-se melhor em São Paulo e Minas Gerais. Em São Paulo, Geraldo Alckmin retornou ao governo, e em Minas o ganhador foi Antonio Anastasia, sucessor de Aécio Neves. Outro trunfo do grupo de Serra se deu no Paraná, que elegeu Beto Richa, ex-prefeito de Curitiba.

Restam ainda, porém, oito Estados e o Distrito Federal. Nestes locais, a exemplo do que ocorre na disputa presidencial, haverá segundo turno. Se os quadros apontados pelas pesquisas até o momento se concretizarem, Dilma deverá consolidar sua vitória na “batalha dos governadores”.

Um dos quadros mais favoráveis para o PT é o do Distrito Federal. Lá, o candidato apoiado por Dilma, o ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz, mantém uma dianteira de quase 20 pontos.

Um levantamento do instituto Ibope divulgado no último dia 16 deu a ele 53% das intenções de voto, contra 35% de Weslian Roriz, candidata do PSC.

Em Roraima, o candidato do PP, Neudo Campos, também apoiado por Dilma, está nove pontos à frente do atual governador, José de Anchieta Junior, que é do PSDB. Pesquisa Ibope divulgada no dia 18 mostrou um placar de 50% a 41% a favor de Campos.

No Piauí, o candidato do PSB, Wilson Martins, está à frente do tucano Silvio Mendes. O placar é de 53% a 42% das intenções de voto a favor de Martins, que tenta a reeleição e tem o PT em sua coligação. Os números são de pesquisa Ibope divulgada no dia 15.

Na disputa pelo governo do Amapá, quem conta com o apoio de Dilma e do PT é o candidato do PSB, Camilo Capiberibe.

Ele aparece na primeira colocação em uma pesquisa Ibope divulgada no dia 18, com 50% das intenções de voto. Seu adversário, Lucas Barreto (PTB), tem 43%.

A oposição tem chances de vencer na Paraíba, com Ricardo Coutinho, que é do PSB. Embora nacionalmente integre a chapa de Dilma, o partido se coligou no Estado ao PSDB de José Serra.

Sondagem do instituto Ibope do último dia 15 mostra Coutinho com 52% das intenções de voto, contra 40% de José Maranhão, do PMDB, candidato à reeleição.

Em Alagoas, após um primeiro turno bastante acirrado, que deixou de fora o ex-presidente Fernando Collor (PTB), enfrentam-se agora o tucano Vilela Filho, atual governador, e Ronaldo Lessa, candidato do PDT, que tem o PT em sua coligação.

Números do instituto Ibope divulgados no dia 21 apontaram a liderança de Vilela, com 48% da preferência do eleitorado, contra 40% de Lessa.

No Pará, quem lidera é Simão Jatene, candidato do PSDB. Um levantamento feito pelo Ibope mostra o tucano com 54% das intenções de voto, contra 36% da petista Ana Júlia Carepa, candidata à reeleição.

Em Goiás, a disputa é a mais equilibrada. De acordo com pesquisa Ibope divulgada no último dia 20, o tucano Marconi Perillo tem 48% das intenções de voto, contra 44% do candidato do PMDB, Íris Rezende, que conta com o apoio de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No entanto, como a margem de erro da sondagem é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, o quadro apontado configura empate técnico.

Em Rondônia, o candidato do PT, Eduardo Valverde, ficou em terceiro lugar e acabou fora do segundo turno, para o qual avançaram o candidato do PMDB, Confúcio Moura, e o atual governador, João Cahulla, do PPS. O PMDB, no entanto, integra a chapa de Dilma na disputa nacional.

Segundo pesquisa Ibope divulgada no dia 19, Confúcio lidera a disputa, com 52% da preferência do eleitorado, contra 39% de Cahulla.

R7

PV francês apoia Dilma Rousseff

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Em contraponto a “The Economist” e ao “Financial Times”, que publicaram editoriais afirmando que Serra seria a melhor opção para o Brasil, o Partido Verde da França emitiu documento, publicado nos jornais franceses, apoiando a candidatura de Dilma Rousseff.
O PV francês afirma que “a manutenção da esquerda no poder é a única possibilidade real de fazer avançar a causa ecológica no país".
O partido entra de sola no que ele chama de “direita brasileira”, ao comentar a “campanha difamatória” contra Dilma Rousseff: “a direita brasileira vem mobilizando tudo o que há de pior em nossas sociedades: preconceitos sexistas, machistas e homofóbicos, junto com interesses econômicos mais escusos e míopes. A direita sai do porão.”.
Para o PV francês uma vitória da direita, “representaria o triunfo do complexo agroindustrial e dos céticos em matéria de aquecimento global, apesar do tema ter sido tratado de forma ambígua no governo Lula.”.
É importante constatar que a imprensa e o establishment internacional colocaram o Brasil na pauta politica do mundo.
Não devemos intuir que a eleição aqui só a nós diz respeito: ela tem repercussões geopolíticas e geoeconômicas no mundo inteiro.
Além do mais, segundo os mais recentes dados do Tribunal Superior Eleitoral, há mais de 200 mil brasileiros que votam fora do Brasil, nas suas respectivas localidades funcionais.

Blog do Parsifal Pontes

Eleição presidencial no Brasil

Especialista minimiza impacto do voto dos indecisos na reta final
Reprodução
Eleitores voltam às urnas no dia 31 para escolher
entre Dilma e Serra para a Presidência


Embora não seja impossível, as chances de virada no segundo turno da eleição presidencial são muito pequenas, segundo indica a análise de pesquisas de intenção de voto e dos resultados das eleições anteriores. Desde quando o segundo turno foi instaurado no país, em 1988, o Brasil ainda não viu a vitória de um candidato que começou atrás do adversário nesta etapa da disputa.
Entre 1989 e 2006, quando ocorreu a eleição presidencial anterior à deste ano, apenas duas das cinco disputas foram para o segundo turno. Nos outros três pleitos em que a eleição chegou à etapa seguinte – em 1989, 2002 e 2006 –, não ocorreu virada.
Nos três casos, o candidato derrotado começou a campanha no segundo turno já em desvantagem em relação ao vencedor. Foi o que ocorreu com o atual presidente e à época candidato Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, quando disputou o segundo turno com o então rival Fernando Collor. Na ocasião, a última pesquisa do instituto Datafolha mostrou o petista com 44% das intenções de voto, contra 47% do rival, que acabou vencendo a disputa.

Já em 2002 e 2006, quando Lula disputou a eleição com os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, respectivamente, o petista – que acabou saindo vitorioso das duas eleições – ganhou no primeiro turno à frente dos rivais. Na disputa com Serra, pesquisa Datafolha feita na véspera do segundo turno mostrou que Lula teria 64% dos votos válidos (excluindo brancos e nulos), contra 36% de Serra.
Na eleição seguinte, o mesmo instituto mostrava Lula com 61% da preferência do eleitorado a um dia da votação, enquanto Alckmin atingia 39% das intenções de voto.
De acordo com o cientista político Cláudio Couto, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a análise das pesquisas e dos resultados das eleições aponta que a ocorrência de viradas é inferior a 10%, embora o percentual exato seja incerto.
- Pela apuração, é realmente um evento raro a virada do primeiro para o segundo turno. Por exemplo, o Mário Covas virou sobre o Paulo Maluf em São Paulo [na eleição de 1998, quando os dois disputavam o governo estadual], mas o habitual é não haver virada. E eu diria que a tendência desse ano é a mesma.
No primeiro turno da eleição de 2010, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, terminou à frente, após receber 46,91% dos votos válidos, contra 32,61% de José Serra (PSDB), e 19,33% de Marina Silva (PV).
Uma semana depois da votação, pesquisa Datafolha mostrou que a petista se manteve na liderança, com 54% das intenções de voto (votos válidos), contra 46% de Serra. Já na última sexta-feira (22), a candidata ampliou a vantagem na sondagem e obteve 56% da preferência do eleitorado, também considerando apenas os votos válidos, enquanto o adversário obteve 44% (a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos).
Segundo o especialista, casos de viradas estaduais são mais comuns que no cenário nacional, devido ao número de Estados, ou seja, a quantidade de cenários aumenta as chances de mudança no rumo da disputa.
Já na disputa nacional, embora Serra tenha ganhado certo “fôlego” com os votos da concorrente do PV - que decidiu ficar neutra no segundo turno –, o especialista avalia que são poucas as chances de virada, especialmente a uma semana da eleição.
- Quando se olham os números com mais atenção, é possível notar que ele subiu o que se previa que ele subiria com os eleitores da Marina. Ou seja, não era nenhuma subida anormal. O que houve de novidade no primeiro momento do segundo turno, mais que a subida do Serra, foi a queda da Dilma, que conseguiu se recuperar na reta final.
Peso dos indecisos
Ainda segundo a pesquisa mais recente da disputa pelo governo federal, 6% dos eleitores responderam que ainda não sabem em quem votar. Apesar do número relativamente alto – representa cerca de oito milhões de eleitores –, Couto diz acreditar que esse percentual do eleitorado não será capaz de reverter o resultado previsto pelos institutos.
- Os indecisos tendem a se distribuir de forma mais ou menos proporcional entre os candidatos. [...] Se nada de anormal acontecer até o dia da eleição, honestamente, não há razão nenhuma para a gente imaginar que os eleitores iriam 100% para o Serra. E mesmo que fossem [votar em Serra], o que não é muito realista, mesmo assim o Serra não reverteria o quadro.
O segundo turno das eleições presidenciais acontece no próximo domingo (31), quando mais de 135 milhões de eleitores voltam às urnas em todo o país. A votação acontece das 8h às 17h (horário de Brasília), porém, os primeiros resultados da disputa presidencial só devem começar a ser divulgados pela Justiça Federal a partir das 19h, devido à diferença de fuso no território nacional.

QUAL SERÁ A VERDADEIRA?

JATENE X ALMIR


No primeiro turno foi assim, e no segundo?

PRÓXIMO PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

NINHO ALVORAÇADO
Acreditando que a parada está ganha, o ninho tucano já se alvoroça com quem vai ficar com o que no governo. A presidência da Assembleia Legislativa é reivindicada por José Megale (como líder da bancada do PSDB, conseguiu a unidade necessária para a indicação de Jatene pela Executiva), Cilene Couto (sua eleição para deputada estadual e Mesa Diretora foi decisiva para a retirada da pré-candidatura de seu pai, o senador Mário Couto), Manoel Pioneiro (bem votado, quer a visibilidade do poder a fim de disputar a prefeitura de Ananindeua daqui a dois anos ), e Simone Morgado (a mais votada na Alepa e ícone do apoio do PMDB a Jatene, que gostaria de ser a primeira mulher a presidir o Legislativo parauara). BlogFrancinete

DO BLOG DO ARIEL CASTRO

SUPERIOR TRIBUNAL FEDERAL JULGA JADER BARBALHO

Jader vai a julgamento
Cezar Peluso Ministro Presidente do STF comunicou através de sua assessória que o recurso do Deputado Federal JADER BARBALHO, irar entrar na pauta do dia 27 de Outubro, portanto na próxima quarta Feira, a partir das 14:00 h. O relator do Processo o Ministro Joaquim Barbosa já liberou o Recurso para ser colocado na Pauta de Julgamento. Segundo o número de Ministros votante permanece o mesmo que são Dez.