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JORNAL DESTAK- JUNHO 2013
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
21:43
“O
GIGANTE ACORDOU”
Nas
últimas semanas, o Brasil foi sacudido de Norte a Sul por manifestações
populares que reivindicavam melhores condições de vida para o povo brasileiro.
Foram protestos como nunca se viu antes na história deste país, algo sem
precedente, capaz de abalar as estruturas do poder político da nação.
Escrevo
este texto a fim de mostrar as causas e as conseqüências destes protestos sob o
meu ponto de vista. Antes de iniciar, advirto ser este é um fenômeno social
complexo e, por isso, ainda demorará algum tempo para nós o compreendermos
completamente, principalmente suas consequências.
Para
falar sobre as causas dos protestos, permito-me fazer uma metáfora para melhor
explicar meu ponto de vista.
Imagine,
caro(a) leitor(a), uma panela com água sobre uma forte chama, após algum tempo
exposto ao fogo a água começará a ferver, algumas bolhas da água em ebulição
começarão a subir do fundo da panela.
Em
geral as pessoas quando pretendem explicar o porquê dos protestos, só conseguem
perceber as causas superficiais, ou seja, as bolhas de água ebulindo do fundo
da panela, assim, é comum ouvir que os protestos são por causa do aumento da
passagem, ou por causa da corrupção, ou por causa da PEC 37, por causa da
saúde, da educação, da segurança... e assim por diante. Basta assistir à grande
mídia para ter acesso a essas informações.
O
que proponho é uma análise mais profunda, não estou preocupado com a água
ebulindo, pois em verdade ela é só conseqüência, não a causa da ebulição, estou
preocupado é com a chama, com o fogo que faz a água ferver. É neste sentido que
buscarei explicar o motivo dos protestos, qual a substância das manifestações?
Qual a sua causa profunda?
Inicialmente
faço o seguinte questionamento: No Brasil sempre houve corrupção dos políticos,
sempre houve descaso com a saúde, com a educação, com a segurança... porque só
agora o povo decidiu dar um basta nisso tudo?
A
explicação para este questionamento, no meu entender, aponta para a causa
profunda dos protestos históricos havidos em nosso país nos últimos dias.
O
que há de diferente hoje é fruto da revolução técnico-científico-informacional,
assim como a revolução industrial criou novos paradigmas sociais que levou à
radical transformação da sociedade por meio das revoluções burguesas, a revolução
informacional está dando mostras de sua capacidade para transformar as
sociedades.
É
importante compreendermos que este não é um fenômeno brasileiro, é mundial, foi
por meio das redes sociais que iniciou-se a primavera árabe, as revoltas contra
as eleições no Irã, os protestos contra os governos e o desemprego na Europa...
A
internet permite às pessoas se reunirem sem sair de casa, assim é possível
promover manifestos fazendo um simples convite pelas redes sociais. Todas as
revoluções sociais havidas até então necessitaram de uma entidade que as
encabeçasse para que tivesse início. As revoluções burguesas foram organizadas
dentro da Maçonaria, as revoluções socialistas dentro dos sindicatos e dos partidos
dos trabalhadores, hoje não há mais necessidade de combinar uma ação em um
espaço físico determinado, o meio virtual é suficiente, por esta razão é
difícil identificar um líder das manifestações, porque elas são espontâneas,
diferente das Diretas Já, por exemplo, em que facilmente se identificavam as lideranças
como Ulisses Guimarães, Brizola entre outros.
A
revolução técnico científico informacional dinamitou o monopólio dos meios de
comunicação ligados a uma corrente ideológica dominante, hoje as pessoas têm
acesso direto à informação sem necessitar do filtro da Globo, da Record, da
Band... Não por outro motivo, todos os meios de comunicação foram hostilizados
nas manifestações. Estes meios de comunicação perceberam seu descrédito por
isso mudaram seu enfoque sobre as manifestações, no início eram contra os
protestos, mas, à medida que o movimento foi se avolumando e ganhando o país,
mudaram de posicionamento e passaram a ser a favor.
A
revolução informacional não é a única causa dos protestos, como eu já disse,
este é um fenômeno social complexo, portanto suas causas são igualmente
complexas.
Outro
fator importante para os protestos foi a chegada da esquerda ao poder com o PT.
Durante uma geração nós saíamos às ruas para protestar contra a direita, atribuíamos
todos os problemas sociais do país à forma como a direita governava, por isso,
naquele tempo, em qualquer manifestação, em qualquer lugar do país se via
bandeiras do PT, de certa forma o PT canalizou o desejo de mudança da sociedade
brasileira a qual acreditou que a esquerda no poder melhoraria a educação, a
saúde, a segurança, o transporte público, acabaria coma a corrupção, a
sociedade acreditou porque essas eram as bandeiras de luta do partido,
entrementes, agora, 10 anos depois de o PT chegar ao poder nada foi resolvido,
a saúde continua precária bem como a educação e a segurança, assim como a
corrupção continua descontrolada, ou seja, as promessas não foram cumpridas.
Não é por outro motivo serem os protestos apartidários, na verdade os protestos
são também contra os partidos, todos os partidos, a sociedade não acredita mais
nem na esquerda nem na direita, os partidos políticos foram incapazes de
solucionar os problemas sociais do país, caíram em total descrédito diante da
população, uma vez não confiando mais nos partidos como instrumento de mudança,
o povo decidiu, ele mesmo, promover as mudanças sociais prometidas e não cumpridas.
Há
também de se observar como causa profunda dos protestos o maior esclarecimento
da população, principalmente da classe C que foi a classe a sair às ruas para
protestar. Programas como PROUNI e SISU, bem como o aumento da rede particular
de universidades absorveu uma boa camada da população em especial da classe C
que é a classe mais explorada pelo Estado, paga mais impostos e tem menos
benefícios do governo, não vê seus impostos voltarem em forma de serviços como
saúde e educação gratuita e de qualidade, transporte público digno, é esta
classe que saiu às ruas para pedir por melhoria nos serviços públicos, porque é
ela que mais financia e que tem menos retorno. Hoje, com maior nível de
escolaridade, a classe C tem plena consciência dos impostos que paga sem que
haja o retorno devido, por isso cobra.
Pode-se
acrescentar a estes três fatores que apresentei mais algum, todavia creio serem
estes os principais. Por isso, só agora o povo se insurge contra o país que
temos, a classe C mais esclarecida esperou que o PT fosse promover mudanças
profundas na sociedade, não o fez, as redes sociais serviram de meio para
canalizar as diversas insatisfações para um mesmo objetivo comum, potencializou
as insatisfações individuas de cada brasileiro consciente de que algo deveria
ser feito.
Para
finalizar esta análise atrevo-me a indicar algumas conseqüências dos protestos.
1º:
A grande mídia deve se reformular em face deste novo tipo de atuação cívica
social, não dá para fazer mais como antes em que a mídia de direita boicotava
as manifestações da esquerda, hoje os manifestos não são nem de esquerda nem de
direita, são do povo, ser contra os manifestos é ser contra o povo, ninguém
quer ficar contra o povo, principalmente os meios de comunicação.
2º:
A classe política deve ficar mais atenta aos anseios sociais e às redes sociais
que demonstraram sua força e entram de vez no cenário político brasileiro, o
político que não tiver sensibilidade para perceber isso será ultrapassado pela
história.
3º:
A educação e a saúde devem se tornar pauta principal nas eleições do próximo
ano, desta vez de verdade, não só como discurso político, mas como projeto de
governo.
4º:
O povo brasileiro ficará mais atento aos políticos que de fato se preocupam com
os serviços públicos essenciais e deve passar a rejeitar a política do pão e
circo que vigorou no nosso país até hoje.
5º:
O povo aprendeu a se mobilizar, não será difícil promover novas manifestações
tais quais as que vimos em um novo escândalo político como o do mensalão, o
povo brasileiro não engolirá mais falta graves dos governantes. Até agora
nenhum político caiu, mas isso pode acontecer, por esta razão os políticos
devem ficar mais preocupados com os seus malfeitos.
Deveremos
perceber outras conseqüências com o passar dos anos, afinal os protestos não
terminam aqui eles devem continuar no futuro.
Quero
terminar este texto expressando meu orgulho pelo povo brasileiro, e confesso
nunca ter pensado que um dia eu veria o povo do meu país lutando desta forma
por um país melhor, falo isso com os calos de quem sempre foi para rua lutar
por direitos.
A
geração anterior a minha redemocratizou o país, minha geração levou o PT ao
poder, esta nova geração vai transformar o país mais profundamente, cada
geração cumpre sua função histórica, e é importante que cumpra.
O
povo unido de fato não é vencido, é sempre vencedor.
Parabéns
ao povo brasileiro, parabéns a todos nós!
de
15
JORNAL DESTAK- AGOSTO DE 2013
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
21:42
(DES)
ORDENAMENTO URBANO
Com
o desenvolvimento e crescimento das cidades elas vão se transformando, isso é
um fato, as cidades não mantêm suas características originais porque a
sociedade é dinâmica e à medida que vai se modificando, esta modificação imprime
marcas na paisagem urbana. Não é por outro motivo que cidades com patrimônio
histórico precisam ser tombadas, para que não percam sua originalidade.
O
fato de as cidades irem alterando sua paisagem não significa que esta mudança é
para melhor, em verdade, quase sempre é para pior: igarapés são poluídos ou
soterrados, patrimônio histórico é perdido, áreas de vegetação vão se acabando.
Em vista disso o legislador pátrio criou o Estatuto das Cidades que objetiva
regular o desenvolvimento e crescimento urbano sem que isto implique na
precarização da qualidade de vida das pessoas. Hoje se tem plena consciência de
que a organização urbana das cidades deve promover bem estar aos munícipes.
O
principal instrumento para a organização urbana é o Plano Diretor, obrigatório
para cidades com mais de 20.000 habitantes. A função do Plano é ordenar o
território do município estabelecendo, por exemplo, áreas para indústria e
áreas habitacionais para que não surjam problemas como os que existem quando
uma indústria está instalada em um bairro populacional evitando assim problemas
sociais.
Observo
com muita preocupação um grave problema no ordenamento urbano de nossa cidade
que é fruto da leniência do poder público que não assume seu papel de ordenador
do espaço público.
Em
muitos bairros da cidade, em quase todos, é possível perceber que os cidadãos
estão avançando seus terrenos e casas sobre as ruas de forma a não deixar
espaço para acostamento, calçadas que permitam o trânsito de pedestres. Isso se
torna mais grave porque em virtude do crescimento do país e da indústria
automotiva nossa cidade tem mais carros, como nunca antes.
É
comum passarmos pelas ruas e vermos carros estacionados sobre a rua, fechando
uma faixa toda, por não ter espaço para isso na frente das casas, basta dar uma
volta no bairro Nova Brasília para presenciar isso.
A
falta de consciência dos cidadãos e a leniência do poder público criam um ciclo
vicioso que há anos vem desorganizando os alinhamentos das ruas de Santa Izabel.
O cidadão avança seu muro, sua casa sobre o acostamento das ruas e o poder
público não toma providências, e como o poder público não toma providências,
outros cidadãos vão avançando também se sentindo à vontade para isso uma vez
que não haverá qualquer punição por esta atitude individualista. O resultado
deste ciclo vicioso está nas ruas de nossa cidade.
Compreendo
que não seja um problema fácil de resolver, principalmente porque esta prática
de tomar conta de frações do espaço público está disseminada pela cidade,
entrementes, quanto mais tempo vai passando sem que providências sejam tomadas
mais o problema se agrava.
Uma
atitude precisa ser tomada já, se não para reversão do quadro atual, pelo menos
para sua contenção, ou seja, não se permitir que novas apropriações indevidas
do espaço urbano público aconteçam.
O
que torna difícil a tomada de uma providência em relação a este problema é o
fator político, reverter o quadro atual do problema implicaria em desgaste para
o gestor municipal, pois ele deveria tomar a atitude impopular de solicitar a
destruição de muros, salas, pátios, além do problema de eventuais indenizações.
Por isso nunca foi feito, por isso as gestões foram e são lenientes com o
problema.
Inobstante
a estes desgastes eventuais que o poder público teria, creio que a maior parte
da população prefere uma cidade bem ordenada que uma cidade onde não exista
calçada para os pedestres transitarem.
Um
grande abraço a todos e felicidades sempre!
de
15
JORNAL DESTAK- JULHO DE 2013
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
21:33
PROGRAMA MIX CULTURAL
Todos os domingos de
9:00 às 12:00, na Rádio Aquarius, há a apresentação do programa Mix
Cultural feita pelo professor e filósofo
Pedro Eduardo. È um programa que começou com uma hora de apresentação, de 9:00
às 10:00, mas foi ganhando espaço no gosto do público e hoje estende-se por
quase toda a manhã dos domingos.
Escrevo sobre este
programa de rádio este mês, não por ele em si, mas pelo motivo de seu grande
sucesso.
O segredo do sucesso do
professor e radialista Pedro Eduardo é o resgate de nossa izabelensinidade por
meio de um humor que busca no populesco izabelense sua inspiração e graça.
A perspicácia do
radialista em compreender sua comunidade, permite-lhe extrair dela suas
características cômicas apropriando-se assim de um saber local e expondo este
saber aos seus ouvintes que por serem em sua maioria izabelenses reconhecem as
características de nossa gente, de nossa cultura, aquilo que nos faz
izabelenses e nos diferencia de outras comunidades.
Segundo observação do
professor Pedro Eduardo a vaia do izabelense é diferente de todas as vaias do
mundo, nós izabelenses temos uma vaia que é só nossa, e é verdade senão
vejamos. Em todos os cantos a vaia é entoada com um som vocálico velar,
arredondado; em Santa Izabel a vaia tem som vocálico palatal, não-arredondado.
Na prática fica assim:
·
No
resto do mundo: UUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!
·
Em
Santa Izabel: IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!
De acordo com o Eduardo,
a vaia izabelense possui um complemento necessário, após a sequência dos sons
vocálicos palatais, não-arredondados há a obrigatoriedade de se dizer a
expressão “imuuuuundo”, logo a vaia do izabelense é assim em sua plenitude:
·
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
imuuuuundo!!!!
Para continuar
exemplificando este aspecto cômico izabelense explorado com perfeição pelo
Eduardo em seu programa, vale falar sobre os tipos de bucho. Conforme o Eduardo
expõe em seu programa o izabelense identifica vários tipos de bucho a saber:
·
Bucho de égua: é um bucho grande e duro.
·
Bucho de lama: é um bucho grande e mole.
·
Bucho de gó: é um bucho pequeno e duro,
é um estágio anterior ao bucho de égua.
·
Bucho de nós todos: é um bucho enorme.
·
Bucho de lamprea... E por aí vai.
Além de resgatar estas gozações típicas de nosso
povo, o programa Mix Cultural se diferencia por quebrar esteriótipos e
preconceitos. É o único programa do mundo que faz promoção cujo prêmio pode ser
1 litro de açaí, 1 Kg de farinha, 10 uxis... Enquanto isso muitos outros
programas correm atrás de patrocinador para premiara seus ouvintes com celular,
tablet...
Já tive a oportunidade de ser entrevistado duas
vezes no programa, uma ainda no início quando estava começando, e outra mês
passado. Pude perceber in lócus o
quanto o programa cresceu e se popularizou, durante a programação o telefone da
rádio não para de tocar, são ligações de todos os bairros da cidade.
O programa Mix Cultural fala sobre nossa cidade para
os izabelenses que adoram saber sobre Santa Izabel.
O programa do professor Pedro Eduardo é um esteio
importante de nossa izabelensinidade, afinal, à medida que vamos fazendo parte
da região metropolitana de Belém é natural perdemos nossa identidade, para
compreender isso basta observar Ananindeua e Marituba, qual a identidade destas
cidades, qual a identidade cultural do povo destas cidades se não ser apenas a
extensão de Belém.
Parabenizo a todos que fazem o programa Mix
Cultural: Muhamede, Magal e especialmente o seu idealizador o professor e amigo
Pedro Eduardo a quem tanto admiro.
Um grande abraço e felicidade a todos!
de
15
JORNAL DESTAK- FEVEREIRO 2013
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
21:33
NADA DO GOVERNO, TUDO PELO GOVERNO
Estava
eu certo sábado assistindo ao jogo Flamengo e Volta Redonda pelo primeiro turno
do Cariocão em janeiro ainda, concentrado na partida acompanhei uma jogada do
Leo Moura pela direita do ataque rubro-negro, entrementes, antes da conclusão
do lance, dispersei minha atenção da jogada e fixei meus olhos em uma grande
faixa estendida no alambrado do estádio, estava escrito nela: NADA DO FLAMENGO,
TUDO PELO FLAMENGO.
A partir deste momento perdi-me um pouco da
partida e passei a divagar sobre a política- pensamento em mim sempre
recorrente. Lembrei-me que dias antes, um conhecido que encontrei na rua
contou-me o quanto estava desiludido com o governo do Dr. Gilberto, disse-me
ele:
-
Apesar dos poucos dias de governo já estamos decepcionados!
Procurei
entender o porquê da tão eloqüente afirmação, afinal, mesmo agora, ainda não é
possível fazer uma avaliação consistente do governo do Dr. está só no início,
ainda não tem nem 100 dias que é quando se faz uma primeira avaliação de todo
governo neófito. Mais ainda interessei-me pela prosa, porque o conhecido havia
trabalhado na campanha do Dr.
No
desenrolar da conversa descobri que a decepção era porque, o meu conhecido,
ainda não tinha conseguido uma vaga na prefeitura mesmo tendo trabalhado de
“graça” para o Dr. na campanha. Como dizem: O de “graça” às vezes sai caro.
Quando
vi a frase no alambrado do jogo do Mengão, lembrei-me deste episódio porque
penso que o mesmo amor e respeito que temos pelo nosso time de coração, deveríamos
ter pelos governantes a quem apoiamos para que cheguem ao poder para nos governar,
não devemos apoiar candidatos esperando que eles façam por nós individualmente,
somos nós quem devemos fazer por eles e pela nossa cidade (Estado e Nação).
Afinal, se eu apoio um candidato de “graça” e quando ele chega ao poder eu
cobro dele um emprego, isso significa então que o de “graça”, não foi de
“graça”, teve um custo, diferido é certo, mas um custo.
Quando
deixamos de apoiar um candidato por acreditar que ele possa nos governar bem, e
passamos a apoiá-lo porque esperamos dele qualquer benesse caso ele chegue ao
poder, mostramos que de fato não estamos preocupados com nossa cidade, antes
com nossa própria vida, com nossa própria individualidade.
Digo
isso porque não é só esse conhecido meu que está “decepcionado” com o atual
governo, muitos outros correligionários do amarelo também estão chateados
porque ainda não pegaram sua “boquinha”. Governo algum é para dar “boquinha” a
ninguém, governo é para gerir a cidade com responsabilidade, controlando gastos
com pessoal para poder fazer os investimentos necessários que a cidade tanto
precisa: asfalto, esgoto. sinalização de trânsito...
Se a prefeitura ceder à pressão dos
correligionários que fizeram a campanha de “graça” para o Dr., não vai
conseguir cumprir com as promessas que fizeram o Dr. ganhar a eleição
comprometendo assim indubitavelmente a reeleição.
De
forma geral os brasileiros vêem o envolvimento com a política como meio de
conseguir um emprego ou qualquer outra vantagem do poder, não como meio de
melhorar a sociedade.
Os
brasileiros, de modo geral, deveriam devotar um pouco do amor que sentem pelos
clubes de futebol aos governantes que apóiam e em quem acreditam para votar, assim
quem sabe um dia nós veremos uma faixa dizendo: NADA DO GOVERNO, TUDO PELO
GOVERNO.
Quando
este dia chegar, tenho certeza de que nós teremos uma sociedade melhor, porque
todos se sentirão responsáveis por ela. Quando este dia chegar as pessoas não
votarão mais por favores, por saco de cimento, por tijolo, por dentadura... por
emprego; votarão por consciência do que é melhor para todos, para a
coletividade.
Despeço-me
aqui. Um grande abraço a todos!
de
15
JORNAL DESTAK- 2013
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
21:28
MANGAS,
DOCES MANGAS, MANGAS QUE NÃO VOLTAM MAIS
Outro
dia, eu estava no primeiro andar do Colégio Antonio Lemos, onde trabalho; olhei
pela janela da sala de aula e vi várias mangas pelo o chão umas maduras, outras
em decomposição, mangas...mangas...muitas mangas.
No
momento em que as vi, tive um insight, tomou-me
avassaladoramente lembranças de meu passado, lembranças dos meus 12, 13, 14
anos; tempo em que eu estudava no CEAL, aquelas mangas faziam parte de minha
história de estudante.
Àquele
tempo, mais cedo que todos os outros moleques, queria eu chegar à escola, queria
chegar cedo o bastante para não rivalizar nenhuma manga com qualquer deles, nem
sempre eu conseguia, às vezes quando eu chagava, já estava por baixo da
mangueira o Korebe, o Pelado, o Kioshi, o Cacá, o Lioca... Para dizer a
verdade, quando um dos meninos já estava lá, ficava mais emocionante procurar
manga no mato sob a árvore, quando alguém encontrava alguma, era como se fora
um gol na final de campeonato, achar uma manga tendo chegado depois dos outros,
era motivo para muita gozação e alegria.
Em
minha vida de estudante só fui suspenso uma única vez, por causa da manga,
chupávamos as mangas antes de iniciar a aula, certa vez sujei meu uniforme e
fiquei exalando manga na sala, a professora não
gostou...secretaria...suspensão. Fiquei triste por ter sido suspenso,
entrementes isso não me fez deixar de ir procurar manga cedo em baixo das
mangueiras da escola, mesmo com a proibição de mamãe, só passei a ter mais
cuidado com a camisa do uniforme.
Fiquei
alguns minutos olhando para aquelas mangas ali no chão, tantas mangas
apodrecendo, tantos alunos na escola e nenhum deles foi salvá-las dos
microorganismos decompositores que se preparavam para cumprir sua função de
eliminar as frutas não aproveitadas...rejeitadas.
Pensei:
Quisera eu chegar à escola em meu tempo e vê-las tantas ali a minha espera;
naquele tempo muitas vezes eu ficava sem nada.
Hoje
os alunos quando chegam à escola não procuram as mangueiras, as jaqueiras, os
jambeiros, os pés de carambola, antes procuram a lanchonete, e cedo ainda,
antes do início das aulas, pedem uma coca-cola e tomam-na acompanhada por um
salgado.
Após
essa reflexão, sopesei o quanto a Santa Izabel de hoje não tem mais os encantos
da Santa Izabel da minha infância, das ruas sem tantos carros, sem tantos
buracos, sem tanto lixo, encantos da cidade que aprendi a amar e na qual sempre
quis viver. Naquele tempo ninguém morria atropelado nas ruas de nossa cidade,
ninguém era assassinado em praça pública, muito menos era vítima de bala
perdida, não se ouvia falar em seqüestro, invasão de domicílio...
Naquele
tempo os meninos chupavam manga; hoje, tomam uma coca-cola. Nossa cidade mudou,
e com ela mudamos todos nós.
Felicidades
a todos e um grande abraço!
de
15
JORNAL DESTAK JANEIRO- 2013
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
21:25
SANTA IZABEL
Em
janeiro do ano corrente, fez 79 anos que a Vila de João Coelho elevou-se à
qualidade de município, aqueles eram outros tempos, as pessoas andavam à
cavalo, a carne mais consumida era a de porco, os remédios eram os caseiros e o
principal meio de transporte era o trem.
Hoje
vivemos em uma outra Santa Izabel que, assim como a Amazônia em geral, está
contextualizada à nova ordem mundial, à globalização, não existe mais o
caboclo, as casas com piso de tábua, as janelas com tranca, a galinha no
quintal.
Hoje
vivemos na Santa Izabel das luzes vermelha, amarela e verde do semáforo,
dos carros e motos enchendo as ruas, do facebook, vivemos em outro tempo, no
tempo do presente.
Apesar
de ser, não quero parecer saudosista em demasia, afinal não estou
problematizando se é boa ou ruim a mudança (o tempo presente), quero apenas
constatar que aos 79 anos de nossa cidade, ela mudou muito e cabe a nós, todos
nós izabelenses, contribuirmos para fazer de nossa cidade um lugar melhor, e
devemos fazer isso, não só pelos que já viveram aqui no passado, não só por nós
que ainda aqui estamos, não por aqueles que aqui ainda viverão como os netos
que ainda não tenho; devemos todos contribuir para fazer de nossa cidade um
lugar melhor, por ela mesmo, por Santa Izabel, por ser este o local o qual
chamamos de nosso, de nossa casa.
Nossa
casa não é onde moramos (feita de paredes e telhado), nossa casa é onde
vivemos, e é aqui que vivemos, em cada rua, em cada pessoa, em cada casa que
compõe esta realidade peculiar a qual chamamos SANTA IZABEL. Por isso devemos,
cada um de nós, cuidar de nossa grande casa, de nossa casa coletiva que é nossa
cidade. Podemos fazer isso não jogando lixo na rua, respeitando a sinalização
do trânsito, limpando a frente de nossas casas, pintando nossos muros... contribuindo
de qualquer forma possível.
Sem
nossa participação e ajuda, enquanto povo e munícipes, pouco se poderá fazer
para tornar nossa cidade um lugar melhor. Estou convencido disso.
VIVA
SANTA IZABEL! E que possamos viver aqui os anos que ainda nos restam, PARABÉNS
A TODOS NÓS POR SERMOS IZABELENSES!
Um grande abraço a todos
e felicidades sempre!
de
15
JORNAL DESTAK-OUTUBRO 2012
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
21:19
ELEIÇÕES 2012- QUEM GANHOU E QUEM PERDEU EM SANTA IZABEL
Mais uma eleição se
passou e como toda eleição, esta também teve seus vencedores e derrotados. Este texto que escrevo é para expressar minha
perspectiva, para dar minha opinião sobre quem ganhou e quem perdeu em 2012.
Antes de abordar o tema
a que me proponho, quero esclarecer o que considero derrota e vitória em
eleição. De forma simplista e vulgar, em geral, as pessoas consideram que
ganhou a eleição quem venceu nas urnas e perdeu a eleição quem não se elegeu.
Minha análise é mais profunda que isso, buscarei justificar minha tese com base
no princípio da legitimidade, em uma eleição vence quem se legitima como
liderança política, perde a eleição quem demonstra fragilidade enquanto
líder social. Perceba então que
abordarei os conceitos de derrota e vitória em um sentido latu não em sentido strictu. Começaremos
a análise sobre os perdedores.
QUEM PERDEU NA ELEIÇÃO
2012
1-
O PT izabelense foi um dos derrotados
das eleições 2012.
Diminuiu
muito a votação na legenda em relação à eleição para vereador em 2008, nesta
eleição o PT teve mais de 3.000 votos com o Tubarão sendo eleito com mais 670
votos, professor Franciel ficou na
suplência com 610 votos. Na de 2012 o vereador Tubarão teve 296 votos, o mais
votado foi o Edir com 401, o vice prefeito Keko teve surpreendentes 196 votos.
Em 2008 os candidatos a vereador do PT tiveram mais de 3.000 votos, em 2012 não
chegou em 1900.
O Partido teve no atual governo duas
secretarias, um vereador e o vice-prefeito. No futuro governo o PT não terá
mais o vice, nem o vereador e talvez uma secretaria apenas.
Creio
que o eleitorado petista não assimilou a união entre o PT e o PSDB, são os
principais adversários políticos do Brasil, é paradoxal esta união.
O
partido perdeu legitimidade, é preciso rever seu direcionamento, é preciso
compreender o recado das urnas, sob pena de se tornar um partido fisiológico, o
que seria uma pena.
Os
principais derrotados dentro do PT são o Keko e o Tubarão, não só porque
perderam o mandato, antes pela votação pálida que tiveram. Entrementes é
preciso observar que nem todos perderam no PT, o jovem Alcides Brito correu por
fora e por 9 votos não foi o mais votado da legenda, com 397 votos, ficou atrás
do Edir com 401. Ele se legitimou neste processo, está cacifado para as
próximas eleições.
2-
O sempre prefeitável Jaime Brito também
é um dos derrotados da eleição 2012. Isso aconteceu porque ele não conseguiu
reconquistar seu eleitorado de 2004, quando ele teve mais de 2.500 votos. Em
2008 caiu para pouco mais de 1.500 e agora em 2012 para pouco mais de 1.600. De
2008 para 2012 a quantidade de votos válidos cresceu 12% e o eleitorado do
Jaime não cresceu 1%. Há um flagrante intanguimento da força política deste
inspirador candidato. Nesta eleição o Jaime teve um bom apoio dos evangélicos,
o que fez muita gente acreditar que o prefeitável reconquistaria seu
eleitorado, mas ao fim, no abrir das urnas, o resultado se mostrou pouco
animador em relação a expectativa criada.
QUEM
GANHOU NA ELEIÇÃO 2012
1- O
principal vencedor desta eleição foi o povo izabelense, mostrou maturidade,
coragem e atitude, o povo contrariou muitas previsões simplistas, mostrou
complexidade em seu processo de escolha. O povo izabelense demonstrou que é
exigente e quer mais, apesar das realizações e conquistas do governo Marió, o
povo mostrou que considerou insuficiente estas realizações e estas conquistas,
o que aumenta a responsabilidade de quem assume o governo. O futuro prefeito
não pode fazer igual, nem menos que o Marió fez, vai ter que fazer mais, se
conseguir a reeleição é certa, porém se problemas antigos como o atraso de
salário voltar, o governo será de um mandato só. Por esta razão é que não se
pode dizer que o Marió é um dos perdedores desta eleição, é preciso esperar o
desempenho do governo do Dr. Gilberto, se for bom, o Marió poderá ser
considerado um dos derrotados das eleições 2012, todavia se o governo vindouro
for ruim, o Marió está legitimado a concorrer em 2014 com chances de voltar ao
poder, além disso, o seu candidato
conseguiu uma expressiva votação, o que mostra sua força política.
2- Além
do povo izabelense um dos grandes vencedores desta eleição é o insistente Dr.
Gilberto, graças a sua personalidade determinada, conseguiu não se demover do
propósito de ser prefeito, conseguiu. Apesar de ter sido derrotado nas urnas
duas vezes, o Dr. Nunca foi perdedor nas eleições que disputou. Na primeira
teve pouco mais de 5.500 votos, na segunda cresceu para mais de 10.000, na
terceira cresceu mais ainda, quase 17.000 votos.
A reeleição do Dr. só depende de ele
fazer um bom governo, se fizer, dificilmente alguém tirará dele a sua
reeleição, observo que o mandato precisa ser bem diferenciado para isso.
3- Apesar
de derrotado nas urnas, não se pode dizer de forma alguma que o Evandro
Watanabe saiu derrotado desta eleição. O Evandro há pouco mais de um ano era um
ilustre desconhecido, hoje é uma das principais forças políticas da cidade.
Observo em relação ao Evandro que ele conquistou muitas pessoas neste processo
eleitoral, seu jeito carismático lhe rendeu uma legião de seguidores que o
apóiam incondicionalmente. O sucesso eleitoral do Evandro ainda pode ser visto
nas ruas, por onde se anda, ainda se vê bandeiras verdes do 15 tremulando,
muitos eleitores não tiraram sua bandeira, mesmo depois de terem perdido a
eleição e serem achincalhados pelos amarelos na segunda e na terça feira após a
eleição.
Por isso também considero o Evandro um dos
vencedores desta eleição, perdeu nas urnas, mas está legitimado para disputar
até a cadeira de deputado estadual se quiser daqui a dois anos, com o apoio do
povo izabelense.
P.S.: Caros leitores
desta coluna, tenho mais derrotados e vencedores da eleição para analisar,
porém o texto foi se alongando e ficou por demasiado grande, decidi encerrá-lo
aqui, quem sabe volte ao tema na próxima edição. Felicidade a todos!
de
15
JORNAL DESTAK 2013
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
21:18
SANTA IZABEL VIROU UMA SOCIEDADE DE
CONSUMO
Vivemos em uma sociedade de consumo, mas o
que significa isso?
Significa que perdemos definitivamente a
relação de produção com os bens necessários a nossa sobrevivência,
alienamos para as empresas de modo de produção capitalista a responsabilidade
pela nossa manutenção e sobrevivência, vivemos em função dos bens de consumo.
Para se ter certeza disso basta fazer um
pequeno teste. Verifique em você, no que você usa, ou em sua casa, o
que foi feito por você. O homem pós-moderno não produz nada, sua sobrevivência
depende da venda de sua força de trabalho, e com o dinheiro
proveniente desta relação econômica que o homem adquiri tudo o que precisa.
Isso tem a ver com o assunto do qual
recorrentemente abordo aqui no Destak: a Santa Izabel antiga e a de hoje.
Da Santa Izabel de minha infância para
trás, as casas possuíam enormes terrenos como os das casas de meus avós, neles
se plantava e se criava. Mamãe sempre diz que "antigamente ninguém comprava
remédio", o remédio era as ervas que se colhiam no quintal. Hoje em dia o
padrão de terreno em Santa Izabel é 10x30, é uma área suficiente só para fazer
a casa, o izabelense urbano de hoje não precisa de terreno grande, não planta,
não cria.
Na sociedade de consumo tudo é no
dinheiro, quem não tem dinheiro, não sai nem de casa, o moto-táxi custa R$3,00.
Tenho consciência de que vivo nesta
sociedade, e é esta consciência que me faz insurgir contra esta forma de
relação social que é o cerne de muita mazela social em nosso país como o
banditismo, a miséria, a prostituição... Vivemos em função de ganhar dinheiro
para sobreviver, deixamos de lado o modo de vida à base da subsistência que
promovia mais solidariedade entre os entes sociais. Afinal para que criar
galinha no quintal, ter trabalho com isso, se no supermercado se encontra morto
e despenado o frango que custa menos que uma galinha criada no quintal,
consequência da produção em massa da indústria?
Não falo essas coisas para dizer que a
Santa Izabel da minha infância era boa e a de hoje é ruim, antes para mim
apenas. Pelo contrário a vida hoje é mais fácil com os produtos
industrializados baratos e de consumo imediato, sem dar o mínimo trabalho,
entrementes, em meu íntimo, nego essa realidade, talvez seja por isso que eu
goste de plantar, talvez seja por isso que faço questão de dizer por onde
passo que a maniçoba das festas de fim de ano, do círio, sou eu quem faço com
folha de macaxeira que eu Sheila Marques colhemos no quintal, moemos
e cozinhamos (dá um trabalho danado querer dominar todo o processo
produtivo da maniçoba que começa com o plantio da macaxeira). Ao final nos
perguntamos se não era mais fácil ter comprado a dois reais o quilo já cozido
de maniva na feira, a resposta é óbvia, porém a satisfação de termos feito
nossa maniçoba desta forma é incomensurável.
Talvez alguém possa achar bobagem eu
escrever sobre a maniçoba que fiz fim de ano, após ter plantado a macaxeira,
colhido as folhas, moído, cozido; possa achar bobagem eu escrever que em minha
casa planto jerimum, banana, acerola, ata, pitanga, jabuticaba, pimentão,
couve, pimenta malagueta, em minha casa de terreno 10x30 no bairro Nova
Brasília.
Talvez alguém possa achar bobagem eu
sentir-me um privilegiado por ter um ninho de sabiá dentro de minha casa.
Talvez até seja mesmo, entrementes considero isso de uma sensibilidade tão
sutil que o espírito mais embrutecido possa não compreender que em verdade tudo
isso está relacionado com a mudança dos tempos, sobre um tempo que está ficando
para trás. Vivemos a transição entre o ontem e o amanhã, a qual demarquei
didaticamente, em nossa cidade, com a instalação do semáforo.
Deixamos de ser uma sociedade de
subsistência e passando definitivamente a ser uma sociedade de consumo. Este
processo vem se consolidando no Brasil desde a segunda metade do século XX
e em Santa Izabel acentuou-se na primeira década do século XXI.
A transição está em curso preparemo-nos
para o porvir.
Um grande abraço a todos e felicidades
sempre!
de
15
JORNAL DESTAK-NOVEMBRO 2012
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
21:18
CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA
Ao longo de sua
história o homem vem moldando uma forma de organização social e política que
promova a justiça, uma forma que seja capaz de promover o bem estar social para
todos os indivíduos: o bem comum.
Neste afã o homem
criou, como forma de organizar a sociedade, o Estado que é uma forma política
de organização social.
Nesta trajetória
humana, várias formas de organizar o Estado foram experimentadas. Algumas
oprimiam os indivíduos: Estado Absolutista, outras valorizavam a liberdade:
democracia das pólis gregas.
Muitos povos
contribuíram para a concepção de um Estado que respeitasse a liberdade dos
indivíduos. Entre estes povos estão os gregos que conceberam a democracia, os
romanos que promoveram a república, bem como os americanos que criaram o
moderno paradigma de organização estatal: República Federativa
Presidencialista.
Os americanos aplicaram
o conceito de federalismo, é como se organizam quanto aos estados membros. É
esse o modelo que o Brasil e muitos outros países do mundo seguiram para sua
organização política, por isso o Brasil é uma República Federativa e um país democrático, ou seja, a organização
do Estado brasileiro é uma síntese daquilo que foi experimentado pelo homem em
sua história.
Decidi escrever este
texto para expressar que o Brasil também tem uma relevante contribuição para a
busca de uma sociedade melhor e mais justa quanto à organização política.
Também criamos uma instituição importante para qualquer democracia: O voto
eletrônico.
O homem descobriu que a
melhor forma de organização estatal é a democracia. Na democracia a decisão não
está em um homem apenas como em um império cuja decisão é sempre do imperador.
Na democracia vale, é legítimo, aquilo que a maioria dos indivíduos escolhe.
Disso surge uma necessidade
inerente a toda democracia, a forma como descobrir a vontade da maioria. Nas
democracias isso é feito por meio do voto, cada cidadão expressa sua opinião
por meio do voto, a opinião majoritária ganha.
Assim temos a
necessidade de um sistema eleitoral que é a forma como os cidadãos expressarão
sua opinião. Cada democracia desenvolve seu sistema.
O Brasil desenvolveu o
melhor sistema eleitoral do mundo: o mais organizado, o mais seguro e o mais
célere. O sistema eleitoral do Brasil está anos luz de todas as outras
experiências de sistemas eleitorais do mundo.
Penso sobre isso sempre
que acompanho as eleições americanas, eles têm um sistema eleitoral muito
complexo e ineficiente capaz de gerar aberrações como a de um presidente ser o
mais votado pelo povo, mas não assumir o governo porque o eleito foi o mais
votado pelos delegados como aconteceu na eleição do Bush filho com o Al Gore em
2000. O Bush teve 50.460.110 e o democrata teve 51.003.926. No Brasil isso não acontece de jeito nenhum, porque nossa votação
é direta, votamos direto nos nossos candidatos, os americanos votam em um
delegado, e este delegado vota no presidente.
O presidente americano não é escolhido diretamente pelo povo, é escolhido
por um Colégio Eleitoral formado por delegados em número proporcional à
população de cada estado, estes delegados não são os deputados, são filiados do
partido que são apresentados em uma lista. A população de cada estado americano
vota no presidente, mas seu voto não o elege, elege antes os delegados do presidente
que ganhou naquele estado, assim o candidato que ganha na Califórnia elege os
54 delegados deste estado, ou seja, o voto daqueles que escolheram no candidato
derrotado não servem mais para nada, é uma eleição majoritária por Estado. Ao
final soma-se o número de delegados que cada presidenciável conquistou nos
estados para se saber o presidente americano.
O Colégio Eleitoral é composto de 538 delegados que se reúnem após o término
das eleições para votar no presidente, como de costume os delegados democratas
votam no candidato azul e os delegados republicanos votam no candidato
vermelho.
Vale observar também que lá cada estado membro tem sua própria legislação
eleitoral, cada estado tem uma forma de registrar e apurar os votos, o que
causa a sensação de desorganização. É por isso que o período de eleição lá é de
30 dias e pelo menos mais 30 para conferir os votos, enquanto no Brasil é de
menos de 24 h para apurar e contar o sufrágio.
O sistema eleitoral desenvolvido pela democracia brasileira como
instituição dá um baile no sistema eleitoral desenvolvido pelos pais da
democracia moderna. Um sistema eleitoral eficiente, rápido e seguro é o legado
brasileiro para a humanidade. Qualquer Estado que se queira justo para seu povo
deve ter um sistema eleitoral como o nosso. Não somos o país só do futebol e do
carnaval.
Penso que a corrupção eleitoral experimentada pelos brasileiros ao longo
de sua história política, o voto de cabresto e as diversas fraudes nas apurações,
tenha contribuído para que criássemos um sistema eleitoral seguro. Imagine você
que nos Estados Unidos se vota até pelo correio. Já pensou no Brasil, votação
pelo correio que tem como diretor geral um Roberto Jeferson? Acho que não daria
certo. Um forte abraço a todos!!
de
15
JORNAL DESTAK 2013
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
21:00
GOVERNO E POVO:
SIMBIOSE NECESSÁRIA II
Na última edição do
jornal Destak, chamei a atenção para a necessidade da participação popular para
a construção da cidade que queremos. Povo e governo são responsáveis pela
construção de uma Santa Izabel cada vez melhor, aquele tem o papel de conduzir
o processo social e político, este o de contribuir com o governo para esta
consecução.
Para enfatizar a
importância desta simbiose necessária abordei no texto passado a questão do
lixo, nesta, como havia afiançado, abordarei a questão do trânsito.
O Estado cria, por meio
dos representantes do povo (legislativo), regras que a sociedade deve cumprir,
entre estas regras estão as regras de trânsito que devem ser cumpridas sob pena
de se perderem vidas. As regras de trânsito são importantíssimas porque só elas
impedem a desordem nas ruas e vias das cidades, sem respeito a elas a
conseqüência é a que vemos cotidianamente em santa Izabel: Acidentes,
mutilações e morte. (Uma vizinha minha foi atropelada por uma moto ao cruzar o
semáforo, o veículo não respeitou o sinal vermelho).
Basta ficarmos 1 minutos
observando o comportamento dos condutores izabelenses em qualquer semáforo da
cidade, o desrespeito ao sinal vermelho é comum. Algumas vias do centro têm
sentido único, entrementes é comum vermos veículos trafegando na contra-mão.
Estes são só dois exemplos de como nós- o povo- precisamos fazer nossa parte
para a organização do trânsito de nossa cidade, não teremos uma Santa Izabel
melhor se cada condutor fizer suas próprias leis, ignorando as regras estatais,
o caos é o resultado, é o que temos hoje nas ruas.
O Brasil se desenvolveu
muito na última década, a indústria automobilística é um reflexo disso, nunca
teve tanto carro rodando pelo Brasil, existe um carro para cada sete
habitantes, é uma frota gigantesca. Santa Izabel não ficou de fora desse desenvolvimento,
segundo o último senso existem mais de sete mil carros em nossa cidade que não
estava preparada para isso, daí a confusão nas ruas, principalmente no centro,
por isso é tão importante respeitar as leis de trânsito para se evitar
acidentes, é muito carro para pouca rua, sem ordem resta a barbárie.
O poder público
municipal sinalizou algumas vias, instalou semáforos, criou um corpo de agentes
de trânsito, mas isso não é suficiente se não for dado poder de multar para os
agentes, em verdade a função das autoridades de trânsito é de organização, não
de autuação, é preciso regularizar essa situação para que os agentes possam
cumprir melhor sua função, sem o poder de multar os agentes muitas vezes são
até desrespeitados por condutores que não se preocupam com a organização da
cidade nem com o bem-estar dos munícipes. Cabe ao poder público organizar, o
trânsito izabelense não pode ficar como está.
Em minha opinião a
educação deve ser o instrumento utilizado pela prefeitura para resolver os
graves problemas de lixo e de trânsito em Santa Izabel. É preciso envolver a
comunidade, sem esse envolvimento a prefeitura sozinha não dará conta desta
dantesca tarefa. Cada um de nós cidadãos izabelenses devemos contribuir para a
transformação de nossa cidade, devemos participar em harmonia com os
governantes que por seu turno devem assumir a responsabilidade de melhorar
nossa querida cidade.
Creio que um dia
viveremos na cidade que queremos, mas para isso cada um de nós deve assumir sua
responsabilidade: governo e povo juntos, aquele conduzindo e este colaborando.
Um grande abraço a
todos e até a próxima edição.
de
15
JORNAL DESTAK 2013
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
20:30
O GOVERNO E POVO:
SIMBIOSE NECESSÁRIA
Começou mais um governo
e com ele renova-se a nossa esperança de viver em uma cidade melhor.
Cada cidadão izabelense
merece viver em uma Santa Izabel que promova bem estar e qualidade de vida para
seus munícipes. Não podemos querer só viver em uma cidade, devemos querer viver
em uma cidade que nos propicie qualidade de vida, pelo contrário não faz
sentido vivermos em uma cidade que não nos garanta qualidade na forma de viver.
No texto de hoje quero
defender a seguinte tese: Só viveremos
em uma cidade melhor se todos nós nos conscientizarmos de que também somos
responsáveis por isso. E não é só votando, o voto é o início de nossa
participação social para a construção do bem comum, não é o fim.
Para ser didático, falarei
de forma antitética sobre a cidade que temos e a cidade que queremos, desta
analogia resultará o argumento principal de defesa da tese.
Todo morador antigo de
nossa cidade vivenciou as profundas transformações pelas quais passou Santa
Izabel nos últimos 20 anos, deixamos de ser uma típica cidade do interior do
Pará e nos tornamos Região Metropolitana de Belém, este processo não está
concluído, em verdade vivemos a transição desta transformação. Didaticamente,
eu considero a instalação dos semáforos como o marco divisor entre a Santa
Izabel de ontem (em meu blog eu costumava chamar : Santa Izabel de minha
infância) e a Santa Izabel do porvir.
Crescemos muito nos
últimos 20 anos, entrementes nossa cidade não se desenvolveu, para ser mais
exato nossa cidade inchou, parece mais um doente em estado grave que um saudável atleta
campeão como Castanhal.
A Santa Izabel que
temos é essa, é a Santa Izabel da transição, uma cidade que ainda possui
algumas características de cidade pequena como ter bois pastando nas ruas,
pessoas sentadas em frente de casa final de tarde, todos se conhecerem (observo
que os dois últimos exemplos estão severamente relativizados já) e todos os
problemas de região metropolitana: tráfico de drogas, assassinatos, trânsito
caótico...
São muitos os problemas
os que temos de resolver para conquistarmos a cidade que queremos. Para efeito
de defesa da tese que proponho- necessidade da participação popular na
construção da cidade que queremos-
abordarei analiticamente apenas dois problemas, os quais considero os
principais, são problemas que sem a participação do povo nenhuma cidade no
mundo consegue resolver: lixo e organização
do trânsito. Nesta edição do Destak abordarei apenas a questão do lixo;
para a próxima, falarei sobre o trânsito.
Todo o lixo de uma
cidade é produzido pelos seus cidadãos, logo cuidar dele é responsabilidade
primeira do próprio cidadão depois do Estado, assim cidadão e Estado são
responsáveis por manter a cidade limpa.
Santa Izabel é uma
cidade suja porque os cidadãos não compreendem seu papel na tarefa de manter a
cidade limpa e o Estado- no caso, a prefeitura- limita sua atuação à coleta do
lixo. Tanto cidadãos quanto prefeitura não estão desempenhando seus papéis e o
resultado é este que se vê nas ruas. Convido o leitor deste texto a dar um
passeio pelas ruas de nossa cidade para que observe a quantidade de lixo que é
depositado em local impróprio, muitas vezes à salubridade de uma vida digna.
Faço o convite porque isso que falo é tão comum que pode ser que os olhos
insensíveis pelo costume do leitor não perceba mais. Estamos tratando mal de
nossa Santa Izabel, quem ama essa cidade não poderia tirar o entulho de dentro
de sua casa e jogar na rua, é uma tristeza isso.
Infelizmente em nossa
cultura não compreendemos a cidade como parte de nossa casa, como se fosse o
nosso quintal coletivo, assim como cuidamos com zelo de nosso quintal capinando-o,
limpando-o; deveríamos cuidar de nossas ruas, nossas praças. Em nossa cultura, compreendemos
que nossa responsabilidade é apenas com a nossa casa, limpamo-la, arrumamo-la, desta
mesma forma deveríamos fazer com nossa cidade, a cidade em que vivemos é a
extensão de nossa casa.
É comum as pessoas
limparem suas casas e colocarem o lixo produzido por esta limpeza na rua,
muitas vezes na frente da própria casa, deixando a frente da casa suja, feia
com entulho, lixo; esse fato mostra o quanto consideramos que a limpeza das
ruas não é nossa responsabilidade, é apenas da prefeitura.
Resolver este problema
não é fácil porque é uma questão cultural, mas não é impossível, esse papel é
do poder público. O poder público não pode limitar sua atuação a coletar
periodicamente o lixo, uma vez identificado hábitos populares que não
contribuem para a limpeza da cidade, cabe aos governantes conduzir o processo
de reeducação do hábito, neste caso, principalmente pela educação e
subsidiariamente com multa.
O poder público, o novo
governo que começou, deve compreender que sozinho não vai resolver o problema
do lixo e da sujeira da cidade, é preciso conduzir via Secretaria de Educação
um grande projeto de educação com o descarte do lixo, que pudesse conscientizar
o cidadão de sua importância para a limpeza da cidade. Esse é o papel que urge
ao poder público izabelense adotar.
È importante enfatizar
que sem a participação da população não conseguiremos fazer de Santa Izabel a
cidade que queremos quanto a sua limpeza, nós precisamos compreender que o lixo
não é uma questão apenas do poder público, não podemos descartar nosso entulho
como resto de construção na rua e reclamar porque a prefeitura não vem buscar.
O Dr. Gilberto foi
eleito como o candidato da mudança, mas ele não poderá mudar muita coisa sem a
ajuda da população, todavia observo que cabe a ele a condução deste processo,
ou seja, se daqui a quatro anos a cidade ainda estiver suja em demasia, a
responsabilidade é de quem conduz o processo, esse é o papel do prefeito
conduzir o crescimento e o desenvolvimento da cidade.
A cidade que queremos
deve ser limpa, suas praças não devem ter verdadeiros lixões a céu aberto como
na chegada da praça do ginásio, cartão de visita de nossa terra, nossas ruas
não devem ser obstruídas por entulhos.
A cidade que queremos
depende também de todos nós. Um grande abraço e um feliz ano novo a todos nós
izabelenses de coração que se preocupam com nossa cidade.
de
15
JORNAL DESTAK 2012
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
01:30
CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA
Ao longo de sua
história o homem vem moldando uma forma de organização social e política que
promova a justiça, uma forma que seja capaz de promover o bem estar social para
todos os indivíduos: o bem comum.
Neste afã o homem
criou, como forma de organizar a sociedade, o Estado que é uma forma política
de organização social.
Nesta trajetória
humana, várias formas de organizar o Estado foram experimentadas. Algumas
oprimiam os indivíduos: Estado Absolutista, outras valorizavam a liberdade:
democracia das pólis gregas.
Muitos povos
contribuíram para a concepção de um Estado que respeitasse a liberdade dos
indivíduos. Entre estes povos estão os gregos que conceberam a democracia, os
romanos que promoveram a república, bem como os americanos que criaram o
moderno paradigma de organização estatal: República Federativa
Presidencialista.
Os americanos aplicaram
o conceito de federalismo, é como se organizam quanto aos estados membros. É
esse o modelo que o Brasil e muitos outros países do mundo seguiram para sua
organização política, por isso o Brasil é uma República Federativa e um país democrático, ou seja, a organização
do Estado brasileiro é uma síntese daquilo que foi experimentado pelo homem em
sua história.
Decidi escrever este
texto para expressar que o Brasil também tem uma relevante contribuição para a
busca de uma sociedade melhor e mais justa quanto à organização política.
Também criamos uma instituição importante para qualquer democracia: O voto
eletrônico.
O homem descobriu que a
melhor forma de organização estatal é a democracia. Na democracia a decisão não
está em um homem apenas como em um império cuja decisão é sempre do imperador.
Na democracia vale, é legítimo, aquilo que a maioria dos indivíduos escolhe.
Disso surge uma necessidade
inerente a toda democracia, a forma como descobrir a vontade da maioria. Nas
democracias isso é feito por meio do voto, cada cidadão expressa sua opinião
por meio do voto, a opinião majoritária ganha.
Assim temos a
necessidade de um sistema eleitoral que é a forma como os cidadãos expressarão
sua opinião. Cada democracia desenvolve seu sistema.
O Brasil desenvolveu o
melhor sistema eleitoral do mundo: o mais organizado, o mais seguro e o mais
célere. O sistema eleitoral do Brasil está anos luz de todas as outras
experiências de sistemas eleitorais do mundo.
Penso sobre isso sempre
que acompanho as eleições americanas, eles têm um sistema eleitoral muito
complexo e ineficiente capaz de gerar aberrações como a de um presidente ser o
mais votado pelo povo, mas não assumir o governo porque o eleito foi o mais
votado pelos delegados como aconteceu na eleição do Bush filho com o Al Gore em
2000. O Bush teve 50.460.110 e o democrata teve 51.003.926. No Brasil isso não acontece de jeito nenhum, porque nossa votação
é direta, votamos direto nos nossos candidatos, os americanos votam em um
delegado, e este delegado vota no presidente.
O presidente americano não é escolhido diretamente pelo povo, é escolhido
por um Colégio Eleitoral formado por delegados em número proporcional à
população de cada estado, estes delegados não são os deputados, são filiados do
partido que são apresentados em uma lista. A população de cada estado americano
vota no presidente, mas seu voto não o elege, elege antes os delegados do presidente
que ganhou naquele estado, assim o candidato que ganha na Califórnia elege os
54 delegados deste estado, ou seja, o voto daqueles que escolheram no candidato
derrotado não servem mais para nada, é uma eleição majoritária por Estado. Ao
final soma-se o número de delegados que cada presidenciável conquistou nos
estados para se saber o presidente americano.
O Colégio Eleitoral é composto de 538 delegados que se reúnem após o término
das eleições para votar no presidente, como de costume os delegados democratas
votam no candidato azul e os delegados republicanos votam no candidato
vermelho.
Vale observar também que lá cada estado membro tem sua própria legislação
eleitoral, cada estado tem uma forma de registrar e apurar os votos, o que
causa a sensação de desorganização. É por isso que o período de eleição lá é de
30 dias e pelo menos mais 30 para conferir os votos, enquanto no Brasil é de
menos de 24 h para apurar e contar o sufrágio.
O sistema eleitoral desenvolvido pela democracia brasileira como
instituição dá um baile no sistema eleitoral desenvolvido pelos pais da
democracia moderna. Um sistema eleitoral eficiente, rápido e seguro é o legado
brasileiro para a humanidade. Qualquer Estado que se queira justo para seu povo
deve ter um sistema eleitoral como o nosso. Não somos o país só do futebol e do
carnaval.
Penso que a corrupção eleitoral experimentada pelos brasileiros ao longo
de sua história política, o voto de cabresto e as diversas fraudes nas apurações,
tenha contribuído para que criássemos um sistema eleitoral seguro. Imagine você
que nos Estados Unidos se vota até pelo correio. Já pensou no Brasil, votação
pelo correio que tem como diretor geral um Roberto Jeferson? Acho que não daria
certo. Um forte abraço a todos!!
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- Professor de Língua Portuguesa e mestrando do Instituto de Ciência Jurídica da UFPa.
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