JORNAL DESTAK JANEIRO- 2013

SANTA IZABEL

Em janeiro do ano corrente, fez 79 anos que a Vila de João Coelho elevou-se à qualidade de município, aqueles eram outros tempos, as pessoas andavam  à cavalo, a carne mais consumida era a de porco, os remédios eram os caseiros e o principal meio de transporte era o trem.

Hoje vivemos em uma outra Santa Izabel que, assim como a Amazônia em geral, está contextualizada à nova ordem mundial, à globalização, não existe mais o caboclo, as casas com piso de tábua, as janelas com tranca, a galinha no quintal.

Hoje vivemos na Santa Izabel das luzes vermelha, amarela e verde do semáforo, dos carros e motos enchendo as ruas, do facebook, vivemos em outro tempo, no tempo do presente.

Apesar de ser, não quero parecer saudosista em demasia, afinal não estou problematizando se é boa ou ruim a mudança (o tempo presente), quero apenas constatar que aos 79 anos de nossa cidade, ela mudou muito e cabe a nós, todos nós izabelenses, contribuirmos para fazer de nossa cidade um lugar melhor, e devemos fazer isso, não só pelos que já viveram aqui no passado, não só por nós que ainda aqui estamos, não por aqueles que aqui ainda viverão como os netos que ainda não tenho; devemos todos contribuir para fazer de nossa cidade um lugar melhor, por ela mesmo, por Santa Izabel, por ser este o local o qual chamamos de nosso, de nossa casa.

 Nossa casa não é onde moramos (feita de paredes e telhado), nossa casa é onde vivemos, e é aqui que vivemos, em cada rua, em cada pessoa, em cada casa que compõe esta realidade peculiar a qual chamamos SANTA IZABEL. Por isso devemos, cada um de nós, cuidar de nossa grande casa, de nossa casa coletiva que é nossa cidade. Podemos fazer isso não jogando lixo na rua, respeitando a sinalização do trânsito, limpando a frente de nossas casas, pintando nossos muros... contribuindo de qualquer forma possível.
Sem nossa participação e ajuda, enquanto povo e munícipes, pouco se poderá fazer para tornar nossa cidade um lugar melhor. Estou convencido disso.

VIVA SANTA IZABEL! E que possamos viver aqui os anos que ainda nos restam, PARABÉNS A TODOS NÓS POR SERMOS IZABELENSES!

Um grande abraço a todos e felicidades sempre!


JORNAL DESTAK-OUTUBRO 2012

            ELEIÇÕES 2012- QUEM GANHOU E QUEM PERDEU EM SANTA IZABEL
Mais uma eleição se passou e como toda eleição, esta também teve seus vencedores e derrotados.  Este texto que escrevo é para expressar minha perspectiva, para dar minha opinião sobre quem ganhou e quem perdeu em 2012.
Antes de abordar o tema a que me proponho, quero esclarecer o que considero derrota e vitória em eleição. De forma simplista e vulgar, em geral, as pessoas consideram que ganhou a eleição quem venceu nas urnas e perdeu a eleição quem não se elegeu. Minha análise é mais profunda que isso, buscarei justificar minha tese com base no princípio da legitimidade, em uma eleição vence quem se legitima como liderança política, perde a eleição quem demonstra fragilidade enquanto líder  social. Perceba então que abordarei os conceitos de derrota e vitória em um sentido latu não em sentido strictu. Começaremos a análise sobre os perdedores.
QUEM PERDEU NA ELEIÇÃO 2012
1-      O PT izabelense foi um dos derrotados das eleições 2012.
Diminuiu muito a votação na legenda em relação à eleição para vereador em 2008, nesta eleição o PT teve mais de 3.000 votos com o Tubarão sendo eleito com mais 670 votos, professor Franciel  ficou na suplência com 610 votos. Na de 2012 o vereador Tubarão teve 296 votos, o mais votado foi o Edir com 401, o vice prefeito Keko teve surpreendentes 196 votos. Em 2008 os candidatos a vereador do PT tiveram mais de 3.000 votos, em 2012 não chegou em 1900.
 O Partido teve no atual governo duas secretarias, um vereador e o vice-prefeito. No futuro governo o PT não terá mais o vice, nem o vereador e talvez uma secretaria apenas.
Creio que o eleitorado petista não assimilou a união entre o PT e o PSDB, são os principais adversários políticos do Brasil, é paradoxal esta união.
O partido perdeu legitimidade, é preciso rever seu direcionamento, é preciso compreender o recado das urnas, sob pena de se tornar um partido fisiológico, o que seria uma pena.
Os principais derrotados dentro do PT são o Keko e o Tubarão, não só porque perderam o mandato, antes pela votação pálida que tiveram. Entrementes é preciso observar que nem todos perderam no PT, o jovem Alcides Brito correu por fora e por 9 votos não foi o mais votado da legenda, com 397 votos, ficou atrás do Edir com 401. Ele se legitimou neste processo, está cacifado para as próximas eleições.

2-      O sempre prefeitável Jaime Brito também é um dos derrotados da eleição 2012. Isso aconteceu porque ele não conseguiu reconquistar seu eleitorado de 2004, quando ele teve mais de 2.500 votos. Em 2008 caiu para pouco mais de 1.500 e agora em 2012 para pouco mais de 1.600. De 2008 para 2012 a quantidade de votos válidos cresceu 12% e o eleitorado do Jaime não cresceu 1%. Há um flagrante intanguimento da força política deste inspirador candidato. Nesta eleição o Jaime teve um bom apoio dos evangélicos, o que fez muita gente acreditar que o prefeitável reconquistaria seu eleitorado, mas ao fim, no abrir das urnas, o resultado se mostrou pouco animador em relação a expectativa criada.

QUEM GANHOU NA ELEIÇÃO 2012

1-      O principal vencedor desta eleição foi o povo izabelense, mostrou maturidade, coragem e atitude, o povo contrariou muitas previsões simplistas, mostrou complexidade em seu processo de escolha. O povo izabelense demonstrou que é exigente e quer mais, apesar das realizações e conquistas do governo Marió, o povo mostrou que considerou insuficiente estas realizações e estas conquistas, o que aumenta a responsabilidade de quem assume o governo. O futuro prefeito não pode fazer igual, nem menos que o Marió fez, vai ter que fazer mais, se conseguir a reeleição é certa, porém se problemas antigos como o atraso de salário voltar, o governo será de um mandato só. Por esta razão é que não se pode dizer que o Marió é um dos perdedores desta eleição, é preciso esperar o desempenho do governo do Dr. Gilberto, se for bom, o Marió poderá ser considerado um dos derrotados das eleições 2012, todavia se o governo vindouro for ruim, o Marió está legitimado a concorrer em 2014 com chances de voltar ao poder,  além disso, o seu candidato conseguiu uma expressiva votação, o que mostra sua força política.
2-      Além do povo izabelense um dos grandes vencedores desta eleição é o insistente Dr. Gilberto, graças a sua personalidade determinada, conseguiu não se demover do propósito de ser prefeito, conseguiu. Apesar de ter sido derrotado nas urnas duas vezes, o Dr. Nunca foi perdedor nas eleições que disputou. Na primeira teve pouco mais de 5.500 votos, na segunda cresceu para mais de 10.000, na terceira cresceu mais ainda, quase 17.000 votos.
A reeleição do Dr. só depende de ele fazer um bom governo, se fizer, dificilmente alguém tirará dele a sua reeleição, observo que o mandato precisa ser bem diferenciado para isso.
3-      Apesar de derrotado nas urnas, não se pode dizer de forma alguma que o Evandro Watanabe saiu derrotado desta eleição. O Evandro há pouco mais de um ano era um ilustre desconhecido, hoje é uma das principais forças políticas da cidade. Observo em relação ao Evandro que ele conquistou muitas pessoas neste processo eleitoral, seu jeito carismático lhe rendeu uma legião de seguidores que o apóiam incondicionalmente. O sucesso eleitoral do Evandro ainda pode ser visto nas ruas, por onde se anda, ainda se vê bandeiras verdes do 15 tremulando, muitos eleitores não tiraram sua bandeira, mesmo depois de terem perdido a eleição e serem achincalhados pelos amarelos na segunda e na terça feira após a eleição.
Por isso também considero o Evandro um dos vencedores desta eleição, perdeu nas urnas, mas está legitimado para disputar até a cadeira de deputado estadual se quiser daqui a dois anos, com o apoio do povo izabelense.

P.S.: Caros leitores desta coluna, tenho mais derrotados e vencedores da eleição para analisar, porém o texto foi se alongando e ficou por demasiado grande, decidi encerrá-lo aqui, quem sabe volte ao tema na próxima edição. Felicidade a todos!

JORNAL DESTAK 2013

SANTA IZABEL VIROU UMA SOCIEDADE DE CONSUMO

Vivemos em uma sociedade de consumo, mas o que significa isso?

Significa que perdemos definitivamente a relação de produção com os bens necessários a nossa sobrevivência, alienamos para as empresas de modo de produção capitalista a responsabilidade pela nossa manutenção e sobrevivência, vivemos em função dos bens de consumo.

Para se ter certeza disso basta fazer um pequeno teste. Verifique em você, no que você usa, ou em sua casa, o que foi feito por você. O homem pós-moderno não produz nada, sua sobrevivência depende da venda de sua força de trabalho, e com o dinheiro proveniente desta relação econômica que o homem adquiri tudo o que precisa.

Isso tem a ver com o assunto do qual recorrentemente abordo aqui no Destak: a Santa Izabel antiga e a de hoje.

Da Santa Izabel de minha infância para trás, as casas possuíam enormes terrenos como os das casas de meus avós, neles se plantava e se criava. Mamãe sempre diz que "antigamente ninguém comprava remédio", o remédio era as ervas que se colhiam no quintal. Hoje em dia o padrão de terreno em Santa Izabel é 10x30, é uma área suficiente só para fazer a casa, o izabelense urbano de hoje não precisa de terreno grande, não planta, não cria.

Na sociedade de consumo tudo é no dinheiro, quem não tem dinheiro, não sai nem de casa, o moto-táxi custa R$3,00.

Tenho consciência de que vivo nesta sociedade, e é esta consciência que me faz insurgir contra esta forma de relação social que é o cerne de muita mazela social em nosso país como o banditismo, a miséria, a prostituição... Vivemos em função de ganhar dinheiro para sobreviver, deixamos de lado o modo de vida à base da subsistência que promovia mais solidariedade entre os entes sociais. Afinal para que criar galinha no quintal, ter trabalho com isso, se no supermercado se encontra morto e despenado o frango que custa menos que uma galinha criada no quintal, consequência da produção em massa da indústria?

Não falo essas coisas para dizer que a Santa Izabel da minha infância era boa e a de hoje é ruim, antes para mim apenas. Pelo contrário a vida hoje é mais fácil com os produtos industrializados baratos e de consumo imediato, sem dar o mínimo trabalho, entrementes, em meu íntimo, nego essa realidade, talvez seja por isso que eu goste de plantar, talvez seja por isso que faço questão de dizer por onde passo que a maniçoba das festas de fim de ano, do círio, sou eu quem faço com folha de macaxeira que eu Sheila Marques colhemos no quintal, moemos e cozinhamos (dá um trabalho danado querer dominar todo o processo produtivo da maniçoba que começa com o plantio da macaxeira). Ao final nos perguntamos se não era mais fácil ter comprado a dois reais o quilo já cozido de maniva na feira, a resposta é óbvia, porém a satisfação de termos feito nossa maniçoba desta forma é incomensurável.

Talvez alguém possa achar bobagem eu escrever sobre a maniçoba que fiz fim de ano, após ter plantado a macaxeira, colhido as folhas, moído, cozido; possa achar bobagem eu escrever que em minha casa planto jerimum, banana, acerola, ata, pitanga, jabuticaba, pimentão, couve, pimenta malagueta, em minha casa de terreno 10x30 no bairro Nova Brasília.

Talvez alguém possa achar bobagem eu sentir-me um privilegiado por ter um ninho de sabiá dentro de minha casa. Talvez até seja mesmo, entrementes considero isso de uma sensibilidade tão sutil que o espírito mais embrutecido possa não compreender que em verdade tudo isso está relacionado com a mudança dos tempos, sobre um tempo que está ficando para trás. Vivemos a transição entre o ontem e o amanhã, a qual demarquei didaticamente, em nossa cidade, com a instalação do semáforo.

Deixamos de ser uma sociedade de subsistência e passando definitivamente a ser uma sociedade de consumo. Este processo vem se consolidando no Brasil desde a segunda metade do século XX e em Santa Izabel acentuou-se na primeira década do século XXI. 

A transição está em curso preparemo-nos para o porvir.

Um grande abraço a todos e felicidades sempre!


JORNAL DESTAK-NOVEMBRO 2012


CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA

Ao longo de sua história o homem vem moldando uma forma de organização social e política que promova a justiça, uma forma que seja capaz de promover o bem estar social para todos os indivíduos: o bem comum.
Neste afã o homem criou, como forma de organizar a sociedade, o Estado que é uma forma política de organização social.
Nesta trajetória humana, várias formas de organizar o Estado foram experimentadas. Algumas oprimiam os indivíduos: Estado Absolutista, outras valorizavam a liberdade: democracia das pólis gregas.
Muitos povos contribuíram para a concepção de um Estado que respeitasse a liberdade dos indivíduos. Entre estes povos estão os gregos que conceberam a democracia, os romanos que promoveram a república, bem como os americanos que criaram o moderno paradigma de organização estatal: República Federativa Presidencialista.
Os americanos aplicaram o conceito de federalismo, é como se organizam quanto aos estados membros. É esse o modelo que o Brasil e muitos outros países do mundo seguiram para sua organização política, por isso o Brasil é uma República Federativa e  um país democrático, ou seja, a organização do Estado brasileiro é uma síntese daquilo que foi experimentado pelo homem em sua história.
Decidi escrever este texto para expressar que o Brasil também tem uma relevante contribuição para a busca de uma sociedade melhor e mais justa quanto à organização política. Também criamos uma instituição importante para qualquer democracia: O voto eletrônico.
O homem descobriu que a melhor forma de organização estatal é a democracia. Na democracia a decisão não está em um homem apenas como em um império cuja decisão é sempre do imperador. Na democracia vale, é legítimo, aquilo que a maioria dos indivíduos escolhe.
Disso surge uma necessidade inerente a toda democracia, a forma como descobrir a vontade da maioria. Nas democracias isso é feito por meio do voto, cada cidadão expressa sua opinião por meio do voto, a opinião majoritária ganha.
Assim temos a necessidade de um sistema eleitoral que é a forma como os cidadãos expressarão sua opinião. Cada democracia desenvolve seu sistema.
O Brasil desenvolveu o melhor sistema eleitoral do mundo: o mais organizado, o mais seguro e o mais célere. O sistema eleitoral do Brasil está anos luz de todas as outras experiências de sistemas eleitorais do mundo.
Penso sobre isso sempre que acompanho as eleições americanas, eles têm um sistema eleitoral muito complexo e ineficiente capaz de gerar aberrações como a de um presidente ser o mais votado pelo povo, mas não assumir o governo porque o eleito foi o mais votado pelos delegados como aconteceu na eleição do Bush filho com o Al Gore em 2000. O Bush teve 50.460.110 e o democrata teve 51.003.926. No Brasil isso não acontece de jeito nenhum, porque nossa votação é direta, votamos direto nos nossos candidatos, os americanos votam em um delegado, e este delegado vota no presidente.
O presidente americano não é escolhido diretamente pelo povo, é escolhido por um Colégio Eleitoral formado por delegados em número proporcional à população de cada estado, estes delegados não são os deputados, são filiados do partido que são apresentados em uma lista. A população de cada estado americano vota no presidente, mas seu voto não o elege, elege antes os delegados do presidente que ganhou naquele estado, assim o candidato que ganha na Califórnia elege os 54 delegados deste estado, ou seja, o voto daqueles que escolheram no candidato derrotado não servem mais para nada, é uma eleição majoritária por Estado. Ao final soma-se o número de delegados que cada presidenciável conquistou nos estados para se saber o presidente americano.
O Colégio Eleitoral é composto de 538 delegados que se reúnem após o término das eleições para votar no presidente, como de costume os delegados democratas votam no candidato azul e os delegados republicanos votam no candidato vermelho.
Vale observar também que lá cada estado membro tem sua própria legislação eleitoral, cada estado tem uma forma de registrar e apurar os votos, o que causa a sensação de desorganização. É por isso que o período de eleição lá é de 30 dias e pelo menos mais 30 para conferir os votos, enquanto no Brasil é de menos de 24 h para apurar e contar o sufrágio.
O sistema eleitoral desenvolvido pela democracia brasileira como instituição dá um baile no sistema eleitoral desenvolvido pelos pais da democracia moderna. Um sistema eleitoral eficiente, rápido e seguro é o legado brasileiro para a humanidade. Qualquer Estado que se queira justo para seu povo deve ter um sistema eleitoral como o nosso. Não somos o país só do futebol e do carnaval.

Penso que a corrupção eleitoral experimentada pelos brasileiros ao longo de sua história política, o voto de cabresto e as diversas fraudes nas apurações, tenha contribuído para que criássemos um sistema eleitoral seguro. Imagine você que nos Estados Unidos se vota até pelo correio. Já pensou no Brasil, votação pelo correio que tem como diretor geral um Roberto Jeferson? Acho que não daria certo. Um forte abraço a todos!!

JORNAL DESTAK 2013

GOVERNO E POVO: SIMBIOSE NECESSÁRIA II
Na última edição do jornal Destak, chamei a atenção para a necessidade da participação popular para a construção da cidade que queremos. Povo e governo são responsáveis pela construção de uma Santa Izabel cada vez melhor, aquele tem o papel de conduzir o processo social e político, este o de contribuir com o governo para esta consecução.
Para enfatizar a importância desta simbiose necessária abordei no texto passado a questão do lixo, nesta, como havia afiançado, abordarei a questão do trânsito.
O Estado cria, por meio dos representantes do povo (legislativo), regras que a sociedade deve cumprir, entre estas regras estão as regras de trânsito que devem ser cumpridas sob pena de se perderem vidas. As regras de trânsito são importantíssimas porque só elas impedem a desordem nas ruas e vias das cidades, sem respeito a elas a conseqüência é a que vemos cotidianamente em santa Izabel: Acidentes, mutilações e morte. (Uma vizinha minha foi atropelada por uma moto ao cruzar o semáforo, o veículo não respeitou o sinal vermelho).
Basta ficarmos 1 minutos observando o comportamento dos condutores izabelenses em qualquer semáforo da cidade, o desrespeito ao sinal vermelho é comum. Algumas vias do centro têm sentido único, entrementes é comum vermos veículos trafegando na contra-mão. Estes são só dois exemplos de como nós- o povo- precisamos fazer nossa parte para a organização do trânsito de nossa cidade, não teremos uma Santa Izabel melhor se cada condutor fizer suas próprias leis, ignorando as regras estatais, o caos é o resultado, é o que temos hoje nas ruas.
O Brasil se desenvolveu muito na última década, a indústria automobilística é um reflexo disso, nunca teve tanto carro rodando pelo Brasil, existe um carro para cada sete habitantes, é uma frota gigantesca. Santa Izabel não ficou de fora desse desenvolvimento, segundo o último senso existem mais de sete mil carros em nossa cidade que não estava preparada para isso, daí a confusão nas ruas, principalmente no centro, por isso é tão importante respeitar as leis de trânsito para se evitar acidentes, é muito carro para pouca rua, sem ordem resta a barbárie.
O poder público municipal sinalizou algumas vias, instalou semáforos, criou um corpo de agentes de trânsito, mas isso não é suficiente se não for dado poder de multar para os agentes, em verdade a função das autoridades de trânsito é de organização, não de autuação, é preciso regularizar essa situação para que os agentes possam cumprir melhor sua função, sem o poder de multar os agentes muitas vezes são até desrespeitados por condutores que não se preocupam com a organização da cidade nem com o bem-estar dos munícipes. Cabe ao poder público organizar, o trânsito izabelense não pode ficar como está.
Em minha opinião a educação deve ser o instrumento utilizado pela prefeitura para resolver os graves problemas de lixo e de trânsito em Santa Izabel. É preciso envolver a comunidade, sem esse envolvimento a prefeitura sozinha não dará conta desta dantesca tarefa. Cada um de nós cidadãos izabelenses devemos contribuir para a transformação de nossa cidade, devemos participar em harmonia com os governantes que por seu turno devem assumir a responsabilidade de melhorar nossa querida cidade.
Creio que um dia viveremos na cidade que queremos, mas para isso cada um de nós deve assumir sua responsabilidade: governo e povo juntos, aquele conduzindo e este colaborando.
Um grande abraço a todos e até a próxima edição.









JORNAL DESTAK 2013

O GOVERNO E POVO: SIMBIOSE NECESSÁRIA

Começou mais um governo e com ele renova-se a nossa esperança de viver em uma cidade melhor.
Cada cidadão izabelense merece viver em uma Santa Izabel que promova bem estar e qualidade de vida para seus munícipes. Não podemos querer só viver em uma cidade, devemos querer viver em uma cidade que nos propicie qualidade de vida, pelo contrário não faz sentido vivermos em uma cidade que não nos garanta qualidade na forma de viver.
No texto de hoje quero defender a seguinte tese: Só viveremos em uma cidade melhor se todos nós nos conscientizarmos de que também somos responsáveis por isso. E não é só votando, o voto é o início de nossa participação social para a construção do bem comum, não é o fim.
Para ser didático, falarei de forma antitética sobre a cidade que temos e a cidade que queremos, desta analogia resultará o argumento principal de defesa da tese.
Todo morador antigo de nossa cidade vivenciou as profundas transformações pelas quais passou Santa Izabel nos últimos 20 anos, deixamos de ser uma típica cidade do interior do Pará e nos tornamos Região Metropolitana de Belém, este processo não está concluído, em verdade vivemos a transição desta transformação. Didaticamente, eu considero a instalação dos semáforos como o marco divisor entre a Santa Izabel de ontem (em meu blog eu costumava chamar : Santa Izabel de minha infância) e  a Santa Izabel do porvir.
Crescemos muito nos últimos 20 anos, entrementes nossa cidade não se desenvolveu, para ser mais exato nossa cidade inchou, parece mais um doente  em estado grave que um saudável atleta campeão como Castanhal.
A Santa Izabel que temos é essa, é a Santa Izabel da transição, uma cidade que ainda possui algumas características de cidade pequena como ter bois pastando nas ruas, pessoas sentadas em frente de casa final de tarde, todos se conhecerem (observo que os dois últimos exemplos estão severamente relativizados já) e todos os problemas de região metropolitana: tráfico de drogas, assassinatos, trânsito caótico...
São muitos os problemas os que temos de resolver para conquistarmos a cidade que queremos. Para efeito de defesa da tese que proponho- necessidade da participação popular na construção da cidade que queremos-  abordarei analiticamente apenas dois problemas, os quais considero os principais, são problemas que sem a participação do povo nenhuma cidade no mundo consegue resolver: lixo e organização do trânsito. Nesta edição do Destak abordarei apenas a questão do lixo; para a próxima, falarei sobre o trânsito.
Todo o lixo de uma cidade é produzido pelos seus cidadãos, logo cuidar dele é responsabilidade primeira do próprio cidadão depois do Estado, assim cidadão e Estado são responsáveis por manter a cidade limpa.
Santa Izabel é uma cidade suja porque os cidadãos não compreendem seu papel na tarefa de manter a cidade limpa e o Estado- no caso, a prefeitura- limita sua atuação à coleta do lixo. Tanto cidadãos quanto prefeitura não estão desempenhando seus papéis e o resultado é este que se vê nas ruas. Convido o leitor deste texto a dar um passeio pelas ruas de nossa cidade para que observe a quantidade de lixo que é depositado em local impróprio, muitas vezes à salubridade de uma vida digna. Faço o convite porque isso que falo é tão comum que pode ser que os olhos insensíveis pelo costume do leitor não perceba mais. Estamos tratando mal de nossa Santa Izabel, quem ama essa cidade não poderia tirar o entulho de dentro de sua casa e jogar na rua, é uma tristeza isso.
Infelizmente em nossa cultura não compreendemos a cidade como parte de nossa casa, como se fosse o nosso quintal coletivo, assim como cuidamos com zelo de nosso quintal capinando-o, limpando-o; deveríamos cuidar de nossas ruas, nossas praças. Em nossa cultura, compreendemos que nossa responsabilidade é apenas com a nossa casa, limpamo-la, arrumamo-la, desta mesma forma deveríamos fazer com nossa cidade, a cidade em que vivemos é a extensão de nossa casa.
É comum as pessoas limparem suas casas e colocarem o lixo produzido por esta limpeza na rua, muitas vezes na frente da própria casa, deixando a frente da casa suja, feia com entulho, lixo; esse fato mostra o quanto consideramos que a limpeza das ruas não é nossa responsabilidade, é apenas da prefeitura.
Resolver este problema não é fácil porque é uma questão cultural, mas não é impossível, esse papel é do poder público. O poder público não pode limitar sua atuação a coletar periodicamente o lixo, uma vez identificado hábitos populares que não contribuem para a limpeza da cidade, cabe aos governantes conduzir o processo de reeducação do hábito, neste caso, principalmente pela educação e subsidiariamente com multa.
O poder público, o novo governo que começou, deve compreender que sozinho não vai resolver o problema do lixo e da sujeira da cidade, é preciso conduzir via Secretaria de Educação um grande projeto de educação com o descarte do lixo, que pudesse conscientizar o cidadão de sua importância para a limpeza da cidade. Esse é o papel que urge ao poder público izabelense adotar.
È importante enfatizar que sem a participação da população não conseguiremos fazer de Santa Izabel a cidade que queremos quanto a sua limpeza, nós precisamos compreender que o lixo não é uma questão apenas do poder público, não podemos descartar nosso entulho como resto de construção na rua e reclamar porque a prefeitura não vem buscar.
O Dr. Gilberto foi eleito como o candidato da mudança, mas ele não poderá mudar muita coisa sem a ajuda da população, todavia observo que cabe a ele a condução deste processo, ou seja, se daqui a quatro anos a cidade ainda estiver suja em demasia, a responsabilidade é de quem conduz o processo, esse é o papel do prefeito conduzir o crescimento e o desenvolvimento da cidade.
A cidade que queremos deve ser limpa, suas praças não devem ter verdadeiros lixões a céu aberto como na chegada da praça do ginásio, cartão de visita de nossa terra, nossas ruas não devem ser obstruídas por entulhos.
A cidade que queremos depende também de todos nós. Um grande abraço e um feliz ano novo a todos nós izabelenses de coração que se preocupam com nossa cidade.








JORNAL DESTAK 2012

CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA

Ao longo de sua história o homem vem moldando uma forma de organização social e política que promova a justiça, uma forma que seja capaz de promover o bem estar social para todos os indivíduos: o bem comum.
Neste afã o homem criou, como forma de organizar a sociedade, o Estado que é uma forma política de organização social.
Nesta trajetória humana, várias formas de organizar o Estado foram experimentadas. Algumas oprimiam os indivíduos: Estado Absolutista, outras valorizavam a liberdade: democracia das pólis gregas.
Muitos povos contribuíram para a concepção de um Estado que respeitasse a liberdade dos indivíduos. Entre estes povos estão os gregos que conceberam a democracia, os romanos que promoveram a república, bem como os americanos que criaram o moderno paradigma de organização estatal: República Federativa Presidencialista.
Os americanos aplicaram o conceito de federalismo, é como se organizam quanto aos estados membros. É esse o modelo que o Brasil e muitos outros países do mundo seguiram para sua organização política, por isso o Brasil é uma República Federativa e  um país democrático, ou seja, a organização do Estado brasileiro é uma síntese daquilo que foi experimentado pelo homem em sua história.
Decidi escrever este texto para expressar que o Brasil também tem uma relevante contribuição para a busca de uma sociedade melhor e mais justa quanto à organização política. Também criamos uma instituição importante para qualquer democracia: O voto eletrônico.
O homem descobriu que a melhor forma de organização estatal é a democracia. Na democracia a decisão não está em um homem apenas como em um império cuja decisão é sempre do imperador. Na democracia vale, é legítimo, aquilo que a maioria dos indivíduos escolhe.
Disso surge uma necessidade inerente a toda democracia, a forma como descobrir a vontade da maioria. Nas democracias isso é feito por meio do voto, cada cidadão expressa sua opinião por meio do voto, a opinião majoritária ganha.
Assim temos a necessidade de um sistema eleitoral que é a forma como os cidadãos expressarão sua opinião. Cada democracia desenvolve seu sistema.
O Brasil desenvolveu o melhor sistema eleitoral do mundo: o mais organizado, o mais seguro e o mais célere. O sistema eleitoral do Brasil está anos luz de todas as outras experiências de sistemas eleitorais do mundo.
Penso sobre isso sempre que acompanho as eleições americanas, eles têm um sistema eleitoral muito complexo e ineficiente capaz de gerar aberrações como a de um presidente ser o mais votado pelo povo, mas não assumir o governo porque o eleito foi o mais votado pelos delegados como aconteceu na eleição do Bush filho com o Al Gore em 2000. O Bush teve 50.460.110 e o democrata teve 51.003.926. No Brasil isso não acontece de jeito nenhum, porque nossa votação é direta, votamos direto nos nossos candidatos, os americanos votam em um delegado, e este delegado vota no presidente.
O presidente americano não é escolhido diretamente pelo povo, é escolhido por um Colégio Eleitoral formado por delegados em número proporcional à população de cada estado, estes delegados não são os deputados, são filiados do partido que são apresentados em uma lista. A população de cada estado americano vota no presidente, mas seu voto não o elege, elege antes os delegados do presidente que ganhou naquele estado, assim o candidato que ganha na Califórnia elege os 54 delegados deste estado, ou seja, o voto daqueles que escolheram no candidato derrotado não servem mais para nada, é uma eleição majoritária por Estado. Ao final soma-se o número de delegados que cada presidenciável conquistou nos estados para se saber o presidente americano.
O Colégio Eleitoral é composto de 538 delegados que se reúnem após o término das eleições para votar no presidente, como de costume os delegados democratas votam no candidato azul e os delegados republicanos votam no candidato vermelho.
Vale observar também que lá cada estado membro tem sua própria legislação eleitoral, cada estado tem uma forma de registrar e apurar os votos, o que causa a sensação de desorganização. É por isso que o período de eleição lá é de 30 dias e pelo menos mais 30 para conferir os votos, enquanto no Brasil é de menos de 24 h para apurar e contar o sufrágio.
O sistema eleitoral desenvolvido pela democracia brasileira como instituição dá um baile no sistema eleitoral desenvolvido pelos pais da democracia moderna. Um sistema eleitoral eficiente, rápido e seguro é o legado brasileiro para a humanidade. Qualquer Estado que se queira justo para seu povo deve ter um sistema eleitoral como o nosso. Não somos o país só do futebol e do carnaval.

Penso que a corrupção eleitoral experimentada pelos brasileiros ao longo de sua história política, o voto de cabresto e as diversas fraudes nas apurações, tenha contribuído para que criássemos um sistema eleitoral seguro. Imagine você que nos Estados Unidos se vota até pelo correio. Já pensou no Brasil, votação pelo correio que tem como diretor geral um Roberto Jeferson? Acho que não daria certo. Um forte abraço a todos!!

AO AMIGO EVANDRO WATANABE

Caro amigo, não existe derrota em eleição, principalmente se o resultado eleitoral negativo lhe aponta como um grande líder. Não é fácil ter mais de 12.000 votos, este espólio tem que ser tratado com carinho.

A base esta formada seus guerreiros estão a postos, disse-lhe ontem que podes contar comigo para as próximas empreitadas, ratifico isso aqui, perdemos a eleição mas não me sinto derrotado, sinto-me esperançoso e louco que a próxima eleição que é amanhã para o tempo eleitoral chegue logo.

Não guardes sentimento de perdedor, pois esse sentimento é para os fracos, tiveste uma excelente votação, mas muito além disso fizeste amigos em tua cidade que jamais terias feito se não fosse pelo viés da politica.

Nas lágrimas de cada um de nós em sua casa ontem está a prova de nosso amor por você, toda aquela juventude triste pela tua tristeza é prova do amor que cativaste em todos nós.

Perdemos hoje, mas o amanhã é ensolarado por certo pois és tu o nosso sol daqui por diante. Como lhe disse ontem, a estrutura está montada, o grupo está formado, é só não deixar as engrenagens se desalinharem. Reúna seus vereadores eleitos, reúna seus coordenadores, reúna sua militância e hoje já devemos traçar os planos para amanhã que se avizinha inexorável e paulatinamente.

Caro amigo, conte comigo, tenha em mim um guerreiro e aliado, tenha a certeza de que estaremos juntos na próxima batalha.

Viva a democracia! Viva a política! Viva a todos nós que lutamos aluta justa!