Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
21:25
SANTA IZABEL
Em
janeiro do ano corrente, fez 79 anos que a Vila de João Coelho elevou-se à
qualidade de município, aqueles eram outros tempos, as pessoas andavam à
cavalo, a carne mais consumida era a de porco, os remédios eram os caseiros e o
principal meio de transporte era o trem.
Hoje
vivemos em uma outra Santa Izabel que, assim como a Amazônia em geral, está
contextualizada à nova ordem mundial, à globalização, não existe mais o
caboclo, as casas com piso de tábua, as janelas com tranca, a galinha no
quintal.
Hoje
vivemos na Santa Izabel das luzes vermelha, amarela e verde do semáforo,
dos carros e motos enchendo as ruas, do facebook, vivemos em outro tempo, no
tempo do presente.
Apesar
de ser, não quero parecer saudosista em demasia, afinal não estou
problematizando se é boa ou ruim a mudança (o tempo presente), quero apenas
constatar que aos 79 anos de nossa cidade, ela mudou muito e cabe a nós, todos
nós izabelenses, contribuirmos para fazer de nossa cidade um lugar melhor, e
devemos fazer isso, não só pelos que já viveram aqui no passado, não só por nós
que ainda aqui estamos, não por aqueles que aqui ainda viverão como os netos
que ainda não tenho; devemos todos contribuir para fazer de nossa cidade um
lugar melhor, por ela mesmo, por Santa Izabel, por ser este o local o qual
chamamos de nosso, de nossa casa.
Nossa
casa não é onde moramos (feita de paredes e telhado), nossa casa é onde
vivemos, e é aqui que vivemos, em cada rua, em cada pessoa, em cada casa que
compõe esta realidade peculiar a qual chamamos SANTA IZABEL. Por isso devemos,
cada um de nós, cuidar de nossa grande casa, de nossa casa coletiva que é nossa
cidade. Podemos fazer isso não jogando lixo na rua, respeitando a sinalização
do trânsito, limpando a frente de nossas casas, pintando nossos muros... contribuindo
de qualquer forma possível.
Sem
nossa participação e ajuda, enquanto povo e munícipes, pouco se poderá fazer
para tornar nossa cidade um lugar melhor. Estou convencido disso.
VIVA
SANTA IZABEL! E que possamos viver aqui os anos que ainda nos restam, PARABÉNS
A TODOS NÓS POR SERMOS IZABELENSES!
Um grande abraço a todos
e felicidades sempre!
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21:19
ELEIÇÕES 2012- QUEM GANHOU E QUEM PERDEU EM SANTA IZABEL
Mais uma eleição se
passou e como toda eleição, esta também teve seus vencedores e derrotados. Este texto que escrevo é para expressar minha
perspectiva, para dar minha opinião sobre quem ganhou e quem perdeu em 2012.
Antes de abordar o tema
a que me proponho, quero esclarecer o que considero derrota e vitória em
eleição. De forma simplista e vulgar, em geral, as pessoas consideram que
ganhou a eleição quem venceu nas urnas e perdeu a eleição quem não se elegeu.
Minha análise é mais profunda que isso, buscarei justificar minha tese com base
no princípio da legitimidade, em uma eleição vence quem se legitima como
liderança política, perde a eleição quem demonstra fragilidade enquanto
líder social. Perceba então que
abordarei os conceitos de derrota e vitória em um sentido latu não em sentido strictu. Começaremos
a análise sobre os perdedores.
QUEM PERDEU NA ELEIÇÃO
2012
1-
O PT izabelense foi um dos derrotados
das eleições 2012.
Diminuiu
muito a votação na legenda em relação à eleição para vereador em 2008, nesta
eleição o PT teve mais de 3.000 votos com o Tubarão sendo eleito com mais 670
votos, professor Franciel ficou na
suplência com 610 votos. Na de 2012 o vereador Tubarão teve 296 votos, o mais
votado foi o Edir com 401, o vice prefeito Keko teve surpreendentes 196 votos.
Em 2008 os candidatos a vereador do PT tiveram mais de 3.000 votos, em 2012 não
chegou em 1900.
O Partido teve no atual governo duas
secretarias, um vereador e o vice-prefeito. No futuro governo o PT não terá
mais o vice, nem o vereador e talvez uma secretaria apenas.
Creio
que o eleitorado petista não assimilou a união entre o PT e o PSDB, são os
principais adversários políticos do Brasil, é paradoxal esta união.
O
partido perdeu legitimidade, é preciso rever seu direcionamento, é preciso
compreender o recado das urnas, sob pena de se tornar um partido fisiológico, o
que seria uma pena.
Os
principais derrotados dentro do PT são o Keko e o Tubarão, não só porque
perderam o mandato, antes pela votação pálida que tiveram. Entrementes é
preciso observar que nem todos perderam no PT, o jovem Alcides Brito correu por
fora e por 9 votos não foi o mais votado da legenda, com 397 votos, ficou atrás
do Edir com 401. Ele se legitimou neste processo, está cacifado para as
próximas eleições.
2-
O sempre prefeitável Jaime Brito também
é um dos derrotados da eleição 2012. Isso aconteceu porque ele não conseguiu
reconquistar seu eleitorado de 2004, quando ele teve mais de 2.500 votos. Em
2008 caiu para pouco mais de 1.500 e agora em 2012 para pouco mais de 1.600. De
2008 para 2012 a quantidade de votos válidos cresceu 12% e o eleitorado do
Jaime não cresceu 1%. Há um flagrante intanguimento da força política deste
inspirador candidato. Nesta eleição o Jaime teve um bom apoio dos evangélicos,
o que fez muita gente acreditar que o prefeitável reconquistaria seu
eleitorado, mas ao fim, no abrir das urnas, o resultado se mostrou pouco
animador em relação a expectativa criada.
QUEM
GANHOU NA ELEIÇÃO 2012
1- O
principal vencedor desta eleição foi o povo izabelense, mostrou maturidade,
coragem e atitude, o povo contrariou muitas previsões simplistas, mostrou
complexidade em seu processo de escolha. O povo izabelense demonstrou que é
exigente e quer mais, apesar das realizações e conquistas do governo Marió, o
povo mostrou que considerou insuficiente estas realizações e estas conquistas,
o que aumenta a responsabilidade de quem assume o governo. O futuro prefeito
não pode fazer igual, nem menos que o Marió fez, vai ter que fazer mais, se
conseguir a reeleição é certa, porém se problemas antigos como o atraso de
salário voltar, o governo será de um mandato só. Por esta razão é que não se
pode dizer que o Marió é um dos perdedores desta eleição, é preciso esperar o
desempenho do governo do Dr. Gilberto, se for bom, o Marió poderá ser
considerado um dos derrotados das eleições 2012, todavia se o governo vindouro
for ruim, o Marió está legitimado a concorrer em 2014 com chances de voltar ao
poder, além disso, o seu candidato
conseguiu uma expressiva votação, o que mostra sua força política.
2- Além
do povo izabelense um dos grandes vencedores desta eleição é o insistente Dr.
Gilberto, graças a sua personalidade determinada, conseguiu não se demover do
propósito de ser prefeito, conseguiu. Apesar de ter sido derrotado nas urnas
duas vezes, o Dr. Nunca foi perdedor nas eleições que disputou. Na primeira
teve pouco mais de 5.500 votos, na segunda cresceu para mais de 10.000, na
terceira cresceu mais ainda, quase 17.000 votos.
A reeleição do Dr. só depende de ele
fazer um bom governo, se fizer, dificilmente alguém tirará dele a sua
reeleição, observo que o mandato precisa ser bem diferenciado para isso.
3- Apesar
de derrotado nas urnas, não se pode dizer de forma alguma que o Evandro
Watanabe saiu derrotado desta eleição. O Evandro há pouco mais de um ano era um
ilustre desconhecido, hoje é uma das principais forças políticas da cidade.
Observo em relação ao Evandro que ele conquistou muitas pessoas neste processo
eleitoral, seu jeito carismático lhe rendeu uma legião de seguidores que o
apóiam incondicionalmente. O sucesso eleitoral do Evandro ainda pode ser visto
nas ruas, por onde se anda, ainda se vê bandeiras verdes do 15 tremulando,
muitos eleitores não tiraram sua bandeira, mesmo depois de terem perdido a
eleição e serem achincalhados pelos amarelos na segunda e na terça feira após a
eleição.
Por isso também considero o Evandro um dos
vencedores desta eleição, perdeu nas urnas, mas está legitimado para disputar
até a cadeira de deputado estadual se quiser daqui a dois anos, com o apoio do
povo izabelense.
P.S.: Caros leitores
desta coluna, tenho mais derrotados e vencedores da eleição para analisar,
porém o texto foi se alongando e ficou por demasiado grande, decidi encerrá-lo
aqui, quem sabe volte ao tema na próxima edição. Felicidade a todos!
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
21:18
SANTA IZABEL VIROU UMA SOCIEDADE DE
CONSUMO
Vivemos em uma sociedade de consumo, mas o
que significa isso?
Significa que perdemos definitivamente a
relação de produção com os bens necessários a nossa sobrevivência,
alienamos para as empresas de modo de produção capitalista a responsabilidade
pela nossa manutenção e sobrevivência, vivemos em função dos bens de consumo.
Para se ter certeza disso basta fazer um
pequeno teste. Verifique em você, no que você usa, ou em sua casa, o
que foi feito por você. O homem pós-moderno não produz nada, sua sobrevivência
depende da venda de sua força de trabalho, e com o dinheiro
proveniente desta relação econômica que o homem adquiri tudo o que precisa.
Isso tem a ver com o assunto do qual
recorrentemente abordo aqui no Destak: a Santa Izabel antiga e a de hoje.
Da Santa Izabel de minha infância para
trás, as casas possuíam enormes terrenos como os das casas de meus avós, neles
se plantava e se criava. Mamãe sempre diz que "antigamente ninguém comprava
remédio", o remédio era as ervas que se colhiam no quintal. Hoje em dia o
padrão de terreno em Santa Izabel é 10x30, é uma área suficiente só para fazer
a casa, o izabelense urbano de hoje não precisa de terreno grande, não planta,
não cria.
Na sociedade de consumo tudo é no
dinheiro, quem não tem dinheiro, não sai nem de casa, o moto-táxi custa R$3,00.
Tenho consciência de que vivo nesta
sociedade, e é esta consciência que me faz insurgir contra esta forma de
relação social que é o cerne de muita mazela social em nosso país como o
banditismo, a miséria, a prostituição... Vivemos em função de ganhar dinheiro
para sobreviver, deixamos de lado o modo de vida à base da subsistência que
promovia mais solidariedade entre os entes sociais. Afinal para que criar
galinha no quintal, ter trabalho com isso, se no supermercado se encontra morto
e despenado o frango que custa menos que uma galinha criada no quintal,
consequência da produção em massa da indústria?
Não falo essas coisas para dizer que a
Santa Izabel da minha infância era boa e a de hoje é ruim, antes para mim
apenas. Pelo contrário a vida hoje é mais fácil com os produtos
industrializados baratos e de consumo imediato, sem dar o mínimo trabalho,
entrementes, em meu íntimo, nego essa realidade, talvez seja por isso que eu
goste de plantar, talvez seja por isso que faço questão de dizer por onde
passo que a maniçoba das festas de fim de ano, do círio, sou eu quem faço com
folha de macaxeira que eu Sheila Marques colhemos no quintal, moemos
e cozinhamos (dá um trabalho danado querer dominar todo o processo
produtivo da maniçoba que começa com o plantio da macaxeira). Ao final nos
perguntamos se não era mais fácil ter comprado a dois reais o quilo já cozido
de maniva na feira, a resposta é óbvia, porém a satisfação de termos feito
nossa maniçoba desta forma é incomensurável.
Talvez alguém possa achar bobagem eu
escrever sobre a maniçoba que fiz fim de ano, após ter plantado a macaxeira,
colhido as folhas, moído, cozido; possa achar bobagem eu escrever que em minha
casa planto jerimum, banana, acerola, ata, pitanga, jabuticaba, pimentão,
couve, pimenta malagueta, em minha casa de terreno 10x30 no bairro Nova
Brasília.
Talvez alguém possa achar bobagem eu
sentir-me um privilegiado por ter um ninho de sabiá dentro de minha casa.
Talvez até seja mesmo, entrementes considero isso de uma sensibilidade tão
sutil que o espírito mais embrutecido possa não compreender que em verdade tudo
isso está relacionado com a mudança dos tempos, sobre um tempo que está ficando
para trás. Vivemos a transição entre o ontem e o amanhã, a qual demarquei
didaticamente, em nossa cidade, com a instalação do semáforo.
Deixamos de ser uma sociedade de
subsistência e passando definitivamente a ser uma sociedade de consumo. Este
processo vem se consolidando no Brasil desde a segunda metade do século XX
e em Santa Izabel acentuou-se na primeira década do século XXI.
A transição está em curso preparemo-nos
para o porvir.
Um grande abraço a todos e felicidades
sempre!
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21:18
CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA
Ao longo de sua
história o homem vem moldando uma forma de organização social e política que
promova a justiça, uma forma que seja capaz de promover o bem estar social para
todos os indivíduos: o bem comum.
Neste afã o homem
criou, como forma de organizar a sociedade, o Estado que é uma forma política
de organização social.
Nesta trajetória
humana, várias formas de organizar o Estado foram experimentadas. Algumas
oprimiam os indivíduos: Estado Absolutista, outras valorizavam a liberdade:
democracia das pólis gregas.
Muitos povos
contribuíram para a concepção de um Estado que respeitasse a liberdade dos
indivíduos. Entre estes povos estão os gregos que conceberam a democracia, os
romanos que promoveram a república, bem como os americanos que criaram o
moderno paradigma de organização estatal: República Federativa
Presidencialista.
Os americanos aplicaram
o conceito de federalismo, é como se organizam quanto aos estados membros. É
esse o modelo que o Brasil e muitos outros países do mundo seguiram para sua
organização política, por isso o Brasil é uma República Federativa e um país democrático, ou seja, a organização
do Estado brasileiro é uma síntese daquilo que foi experimentado pelo homem em
sua história.
Decidi escrever este
texto para expressar que o Brasil também tem uma relevante contribuição para a
busca de uma sociedade melhor e mais justa quanto à organização política.
Também criamos uma instituição importante para qualquer democracia: O voto
eletrônico.
O homem descobriu que a
melhor forma de organização estatal é a democracia. Na democracia a decisão não
está em um homem apenas como em um império cuja decisão é sempre do imperador.
Na democracia vale, é legítimo, aquilo que a maioria dos indivíduos escolhe.
Disso surge uma necessidade
inerente a toda democracia, a forma como descobrir a vontade da maioria. Nas
democracias isso é feito por meio do voto, cada cidadão expressa sua opinião
por meio do voto, a opinião majoritária ganha.
Assim temos a
necessidade de um sistema eleitoral que é a forma como os cidadãos expressarão
sua opinião. Cada democracia desenvolve seu sistema.
O Brasil desenvolveu o
melhor sistema eleitoral do mundo: o mais organizado, o mais seguro e o mais
célere. O sistema eleitoral do Brasil está anos luz de todas as outras
experiências de sistemas eleitorais do mundo.
Penso sobre isso sempre
que acompanho as eleições americanas, eles têm um sistema eleitoral muito
complexo e ineficiente capaz de gerar aberrações como a de um presidente ser o
mais votado pelo povo, mas não assumir o governo porque o eleito foi o mais
votado pelos delegados como aconteceu na eleição do Bush filho com o Al Gore em
2000. O Bush teve 50.460.110 e o democrata teve 51.003.926. No Brasil isso não acontece de jeito nenhum, porque nossa votação
é direta, votamos direto nos nossos candidatos, os americanos votam em um
delegado, e este delegado vota no presidente.
O presidente americano não é escolhido diretamente pelo povo, é escolhido
por um Colégio Eleitoral formado por delegados em número proporcional à
população de cada estado, estes delegados não são os deputados, são filiados do
partido que são apresentados em uma lista. A população de cada estado americano
vota no presidente, mas seu voto não o elege, elege antes os delegados do presidente
que ganhou naquele estado, assim o candidato que ganha na Califórnia elege os
54 delegados deste estado, ou seja, o voto daqueles que escolheram no candidato
derrotado não servem mais para nada, é uma eleição majoritária por Estado. Ao
final soma-se o número de delegados que cada presidenciável conquistou nos
estados para se saber o presidente americano.
O Colégio Eleitoral é composto de 538 delegados que se reúnem após o término
das eleições para votar no presidente, como de costume os delegados democratas
votam no candidato azul e os delegados republicanos votam no candidato
vermelho.
Vale observar também que lá cada estado membro tem sua própria legislação
eleitoral, cada estado tem uma forma de registrar e apurar os votos, o que
causa a sensação de desorganização. É por isso que o período de eleição lá é de
30 dias e pelo menos mais 30 para conferir os votos, enquanto no Brasil é de
menos de 24 h para apurar e contar o sufrágio.
O sistema eleitoral desenvolvido pela democracia brasileira como
instituição dá um baile no sistema eleitoral desenvolvido pelos pais da
democracia moderna. Um sistema eleitoral eficiente, rápido e seguro é o legado
brasileiro para a humanidade. Qualquer Estado que se queira justo para seu povo
deve ter um sistema eleitoral como o nosso. Não somos o país só do futebol e do
carnaval.
Penso que a corrupção eleitoral experimentada pelos brasileiros ao longo
de sua história política, o voto de cabresto e as diversas fraudes nas apurações,
tenha contribuído para que criássemos um sistema eleitoral seguro. Imagine você
que nos Estados Unidos se vota até pelo correio. Já pensou no Brasil, votação
pelo correio que tem como diretor geral um Roberto Jeferson? Acho que não daria
certo. Um forte abraço a todos!!
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21:00
GOVERNO E POVO:
SIMBIOSE NECESSÁRIA II
Na última edição do
jornal Destak, chamei a atenção para a necessidade da participação popular para
a construção da cidade que queremos. Povo e governo são responsáveis pela
construção de uma Santa Izabel cada vez melhor, aquele tem o papel de conduzir
o processo social e político, este o de contribuir com o governo para esta
consecução.
Para enfatizar a
importância desta simbiose necessária abordei no texto passado a questão do
lixo, nesta, como havia afiançado, abordarei a questão do trânsito.
O Estado cria, por meio
dos representantes do povo (legislativo), regras que a sociedade deve cumprir,
entre estas regras estão as regras de trânsito que devem ser cumpridas sob pena
de se perderem vidas. As regras de trânsito são importantíssimas porque só elas
impedem a desordem nas ruas e vias das cidades, sem respeito a elas a
conseqüência é a que vemos cotidianamente em santa Izabel: Acidentes,
mutilações e morte. (Uma vizinha minha foi atropelada por uma moto ao cruzar o
semáforo, o veículo não respeitou o sinal vermelho).
Basta ficarmos 1 minutos
observando o comportamento dos condutores izabelenses em qualquer semáforo da
cidade, o desrespeito ao sinal vermelho é comum. Algumas vias do centro têm
sentido único, entrementes é comum vermos veículos trafegando na contra-mão.
Estes são só dois exemplos de como nós- o povo- precisamos fazer nossa parte
para a organização do trânsito de nossa cidade, não teremos uma Santa Izabel
melhor se cada condutor fizer suas próprias leis, ignorando as regras estatais,
o caos é o resultado, é o que temos hoje nas ruas.
O Brasil se desenvolveu
muito na última década, a indústria automobilística é um reflexo disso, nunca
teve tanto carro rodando pelo Brasil, existe um carro para cada sete
habitantes, é uma frota gigantesca. Santa Izabel não ficou de fora desse desenvolvimento,
segundo o último senso existem mais de sete mil carros em nossa cidade que não
estava preparada para isso, daí a confusão nas ruas, principalmente no centro,
por isso é tão importante respeitar as leis de trânsito para se evitar
acidentes, é muito carro para pouca rua, sem ordem resta a barbárie.
O poder público
municipal sinalizou algumas vias, instalou semáforos, criou um corpo de agentes
de trânsito, mas isso não é suficiente se não for dado poder de multar para os
agentes, em verdade a função das autoridades de trânsito é de organização, não
de autuação, é preciso regularizar essa situação para que os agentes possam
cumprir melhor sua função, sem o poder de multar os agentes muitas vezes são
até desrespeitados por condutores que não se preocupam com a organização da
cidade nem com o bem-estar dos munícipes. Cabe ao poder público organizar, o
trânsito izabelense não pode ficar como está.
Em minha opinião a
educação deve ser o instrumento utilizado pela prefeitura para resolver os
graves problemas de lixo e de trânsito em Santa Izabel. É preciso envolver a
comunidade, sem esse envolvimento a prefeitura sozinha não dará conta desta
dantesca tarefa. Cada um de nós cidadãos izabelenses devemos contribuir para a
transformação de nossa cidade, devemos participar em harmonia com os
governantes que por seu turno devem assumir a responsabilidade de melhorar
nossa querida cidade.
Creio que um dia
viveremos na cidade que queremos, mas para isso cada um de nós deve assumir sua
responsabilidade: governo e povo juntos, aquele conduzindo e este colaborando.
Um grande abraço a
todos e até a próxima edição.
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
20:30
O GOVERNO E POVO:
SIMBIOSE NECESSÁRIA
Começou mais um governo
e com ele renova-se a nossa esperança de viver em uma cidade melhor.
Cada cidadão izabelense
merece viver em uma Santa Izabel que promova bem estar e qualidade de vida para
seus munícipes. Não podemos querer só viver em uma cidade, devemos querer viver
em uma cidade que nos propicie qualidade de vida, pelo contrário não faz
sentido vivermos em uma cidade que não nos garanta qualidade na forma de viver.
No texto de hoje quero
defender a seguinte tese: Só viveremos
em uma cidade melhor se todos nós nos conscientizarmos de que também somos
responsáveis por isso. E não é só votando, o voto é o início de nossa
participação social para a construção do bem comum, não é o fim.
Para ser didático, falarei
de forma antitética sobre a cidade que temos e a cidade que queremos, desta
analogia resultará o argumento principal de defesa da tese.
Todo morador antigo de
nossa cidade vivenciou as profundas transformações pelas quais passou Santa
Izabel nos últimos 20 anos, deixamos de ser uma típica cidade do interior do
Pará e nos tornamos Região Metropolitana de Belém, este processo não está
concluído, em verdade vivemos a transição desta transformação. Didaticamente,
eu considero a instalação dos semáforos como o marco divisor entre a Santa
Izabel de ontem (em meu blog eu costumava chamar : Santa Izabel de minha
infância) e a Santa Izabel do porvir.
Crescemos muito nos
últimos 20 anos, entrementes nossa cidade não se desenvolveu, para ser mais
exato nossa cidade inchou, parece mais um doente em estado grave que um saudável atleta
campeão como Castanhal.
A Santa Izabel que
temos é essa, é a Santa Izabel da transição, uma cidade que ainda possui
algumas características de cidade pequena como ter bois pastando nas ruas,
pessoas sentadas em frente de casa final de tarde, todos se conhecerem (observo
que os dois últimos exemplos estão severamente relativizados já) e todos os
problemas de região metropolitana: tráfico de drogas, assassinatos, trânsito
caótico...
São muitos os problemas
os que temos de resolver para conquistarmos a cidade que queremos. Para efeito
de defesa da tese que proponho- necessidade da participação popular na
construção da cidade que queremos-
abordarei analiticamente apenas dois problemas, os quais considero os
principais, são problemas que sem a participação do povo nenhuma cidade no
mundo consegue resolver: lixo e organização
do trânsito. Nesta edição do Destak abordarei apenas a questão do lixo;
para a próxima, falarei sobre o trânsito.
Todo o lixo de uma
cidade é produzido pelos seus cidadãos, logo cuidar dele é responsabilidade
primeira do próprio cidadão depois do Estado, assim cidadão e Estado são
responsáveis por manter a cidade limpa.
Santa Izabel é uma
cidade suja porque os cidadãos não compreendem seu papel na tarefa de manter a
cidade limpa e o Estado- no caso, a prefeitura- limita sua atuação à coleta do
lixo. Tanto cidadãos quanto prefeitura não estão desempenhando seus papéis e o
resultado é este que se vê nas ruas. Convido o leitor deste texto a dar um
passeio pelas ruas de nossa cidade para que observe a quantidade de lixo que é
depositado em local impróprio, muitas vezes à salubridade de uma vida digna.
Faço o convite porque isso que falo é tão comum que pode ser que os olhos
insensíveis pelo costume do leitor não perceba mais. Estamos tratando mal de
nossa Santa Izabel, quem ama essa cidade não poderia tirar o entulho de dentro
de sua casa e jogar na rua, é uma tristeza isso.
Infelizmente em nossa
cultura não compreendemos a cidade como parte de nossa casa, como se fosse o
nosso quintal coletivo, assim como cuidamos com zelo de nosso quintal capinando-o,
limpando-o; deveríamos cuidar de nossas ruas, nossas praças. Em nossa cultura, compreendemos
que nossa responsabilidade é apenas com a nossa casa, limpamo-la, arrumamo-la, desta
mesma forma deveríamos fazer com nossa cidade, a cidade em que vivemos é a
extensão de nossa casa.
É comum as pessoas
limparem suas casas e colocarem o lixo produzido por esta limpeza na rua,
muitas vezes na frente da própria casa, deixando a frente da casa suja, feia
com entulho, lixo; esse fato mostra o quanto consideramos que a limpeza das
ruas não é nossa responsabilidade, é apenas da prefeitura.
Resolver este problema
não é fácil porque é uma questão cultural, mas não é impossível, esse papel é
do poder público. O poder público não pode limitar sua atuação a coletar
periodicamente o lixo, uma vez identificado hábitos populares que não
contribuem para a limpeza da cidade, cabe aos governantes conduzir o processo
de reeducação do hábito, neste caso, principalmente pela educação e
subsidiariamente com multa.
O poder público, o novo
governo que começou, deve compreender que sozinho não vai resolver o problema
do lixo e da sujeira da cidade, é preciso conduzir via Secretaria de Educação
um grande projeto de educação com o descarte do lixo, que pudesse conscientizar
o cidadão de sua importância para a limpeza da cidade. Esse é o papel que urge
ao poder público izabelense adotar.
È importante enfatizar
que sem a participação da população não conseguiremos fazer de Santa Izabel a
cidade que queremos quanto a sua limpeza, nós precisamos compreender que o lixo
não é uma questão apenas do poder público, não podemos descartar nosso entulho
como resto de construção na rua e reclamar porque a prefeitura não vem buscar.
O Dr. Gilberto foi
eleito como o candidato da mudança, mas ele não poderá mudar muita coisa sem a
ajuda da população, todavia observo que cabe a ele a condução deste processo,
ou seja, se daqui a quatro anos a cidade ainda estiver suja em demasia, a
responsabilidade é de quem conduz o processo, esse é o papel do prefeito
conduzir o crescimento e o desenvolvimento da cidade.
A cidade que queremos
deve ser limpa, suas praças não devem ter verdadeiros lixões a céu aberto como
na chegada da praça do ginásio, cartão de visita de nossa terra, nossas ruas
não devem ser obstruídas por entulhos.
A cidade que queremos
depende também de todos nós. Um grande abraço e um feliz ano novo a todos nós
izabelenses de coração que se preocupam com nossa cidade.
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01:30
CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA
Ao longo de sua
história o homem vem moldando uma forma de organização social e política que
promova a justiça, uma forma que seja capaz de promover o bem estar social para
todos os indivíduos: o bem comum.
Neste afã o homem
criou, como forma de organizar a sociedade, o Estado que é uma forma política
de organização social.
Nesta trajetória
humana, várias formas de organizar o Estado foram experimentadas. Algumas
oprimiam os indivíduos: Estado Absolutista, outras valorizavam a liberdade:
democracia das pólis gregas.
Muitos povos
contribuíram para a concepção de um Estado que respeitasse a liberdade dos
indivíduos. Entre estes povos estão os gregos que conceberam a democracia, os
romanos que promoveram a república, bem como os americanos que criaram o
moderno paradigma de organização estatal: República Federativa
Presidencialista.
Os americanos aplicaram
o conceito de federalismo, é como se organizam quanto aos estados membros. É
esse o modelo que o Brasil e muitos outros países do mundo seguiram para sua
organização política, por isso o Brasil é uma República Federativa e um país democrático, ou seja, a organização
do Estado brasileiro é uma síntese daquilo que foi experimentado pelo homem em
sua história.
Decidi escrever este
texto para expressar que o Brasil também tem uma relevante contribuição para a
busca de uma sociedade melhor e mais justa quanto à organização política.
Também criamos uma instituição importante para qualquer democracia: O voto
eletrônico.
O homem descobriu que a
melhor forma de organização estatal é a democracia. Na democracia a decisão não
está em um homem apenas como em um império cuja decisão é sempre do imperador.
Na democracia vale, é legítimo, aquilo que a maioria dos indivíduos escolhe.
Disso surge uma necessidade
inerente a toda democracia, a forma como descobrir a vontade da maioria. Nas
democracias isso é feito por meio do voto, cada cidadão expressa sua opinião
por meio do voto, a opinião majoritária ganha.
Assim temos a
necessidade de um sistema eleitoral que é a forma como os cidadãos expressarão
sua opinião. Cada democracia desenvolve seu sistema.
O Brasil desenvolveu o
melhor sistema eleitoral do mundo: o mais organizado, o mais seguro e o mais
célere. O sistema eleitoral do Brasil está anos luz de todas as outras
experiências de sistemas eleitorais do mundo.
Penso sobre isso sempre
que acompanho as eleições americanas, eles têm um sistema eleitoral muito
complexo e ineficiente capaz de gerar aberrações como a de um presidente ser o
mais votado pelo povo, mas não assumir o governo porque o eleito foi o mais
votado pelos delegados como aconteceu na eleição do Bush filho com o Al Gore em
2000. O Bush teve 50.460.110 e o democrata teve 51.003.926. No Brasil isso não acontece de jeito nenhum, porque nossa votação
é direta, votamos direto nos nossos candidatos, os americanos votam em um
delegado, e este delegado vota no presidente.
O presidente americano não é escolhido diretamente pelo povo, é escolhido
por um Colégio Eleitoral formado por delegados em número proporcional à
população de cada estado, estes delegados não são os deputados, são filiados do
partido que são apresentados em uma lista. A população de cada estado americano
vota no presidente, mas seu voto não o elege, elege antes os delegados do presidente
que ganhou naquele estado, assim o candidato que ganha na Califórnia elege os
54 delegados deste estado, ou seja, o voto daqueles que escolheram no candidato
derrotado não servem mais para nada, é uma eleição majoritária por Estado. Ao
final soma-se o número de delegados que cada presidenciável conquistou nos
estados para se saber o presidente americano.
O Colégio Eleitoral é composto de 538 delegados que se reúnem após o término
das eleições para votar no presidente, como de costume os delegados democratas
votam no candidato azul e os delegados republicanos votam no candidato
vermelho.
Vale observar também que lá cada estado membro tem sua própria legislação
eleitoral, cada estado tem uma forma de registrar e apurar os votos, o que
causa a sensação de desorganização. É por isso que o período de eleição lá é de
30 dias e pelo menos mais 30 para conferir os votos, enquanto no Brasil é de
menos de 24 h para apurar e contar o sufrágio.
O sistema eleitoral desenvolvido pela democracia brasileira como
instituição dá um baile no sistema eleitoral desenvolvido pelos pais da
democracia moderna. Um sistema eleitoral eficiente, rápido e seguro é o legado
brasileiro para a humanidade. Qualquer Estado que se queira justo para seu povo
deve ter um sistema eleitoral como o nosso. Não somos o país só do futebol e do
carnaval.
Penso que a corrupção eleitoral experimentada pelos brasileiros ao longo
de sua história política, o voto de cabresto e as diversas fraudes nas apurações,
tenha contribuído para que criássemos um sistema eleitoral seguro. Imagine você
que nos Estados Unidos se vota até pelo correio. Já pensou no Brasil, votação
pelo correio que tem como diretor geral um Roberto Jeferson? Acho que não daria
certo. Um forte abraço a todos!!
Postado por BLOG DO BRUNO MARQUES -
06:29
Caro amigo, não existe derrota em eleição, principalmente se o resultado eleitoral negativo lhe aponta como um grande líder. Não é fácil ter mais de 12.000 votos, este espólio tem que ser tratado com carinho.
A base esta formada seus guerreiros estão a postos, disse-lhe ontem que podes contar comigo para as próximas empreitadas, ratifico isso aqui, perdemos a eleição mas não me sinto derrotado, sinto-me esperançoso e louco que a próxima eleição que é amanhã para o tempo eleitoral chegue logo.
Não guardes sentimento de perdedor, pois esse sentimento é para os fracos, tiveste uma excelente votação, mas muito além disso fizeste amigos em tua cidade que jamais terias feito se não fosse pelo viés da politica.
Nas lágrimas de cada um de nós em sua casa ontem está a prova de nosso amor por você, toda aquela juventude triste pela tua tristeza é prova do amor que cativaste em todos nós.
Perdemos hoje, mas o amanhã é ensolarado por certo pois és tu o nosso sol daqui por diante. Como lhe disse ontem, a estrutura está montada, o grupo está formado, é só não deixar as engrenagens se desalinharem. Reúna seus vereadores eleitos, reúna seus coordenadores, reúna sua militância e hoje já devemos traçar os planos para amanhã que se avizinha inexorável e paulatinamente.
Caro amigo, conte comigo, tenha em mim um guerreiro e aliado, tenha a certeza de que estaremos juntos na próxima batalha.
Viva a democracia! Viva a política! Viva a todos nós que lutamos aluta justa!