STF marca para 1º de agosto início do julgamento do mensalão



O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 1º de agosto o início do julgamento do mensalão, escândalo deflagrado em 2005 durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que parlamentares receberiam dinheiro em troca de apoio político.
O início do julgamento ainda depende da entrega do processo pelo ministro revisor do caso, Ricardo Lewandowski, que, segundo o STF, já adiantou por meio de sua assessoria que finalizará a revisão do processo até o fim deste mês.
Pelo cronograma elaborado pelos ministros do STF nesta quarta-feira, os dois primeiros dias do julgamento servirão para a leitura do parecer do ministro relator, Joaquim Barbosa, e para a manifestação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
A partir daí, o Supremo espera começar a ouvir as defesas dos 38 réus do processo, o que deve se estender até o dia 14 do mesmo mês. A partir do dia 15, a previsão é de que os ministros comecem a votar.
A data do início do julgamento do mensalão gerou polêmica no final de maio, depois que o ministro Gilmar Mendes, do STF, disse que Lula teria tentado pressioná-lo numa conversa privada para que ele apoiasse o adiamento do julgamento.
O magistrado chegou a afirmar que "bandidos" estariam tentando intimidar a Corte. Lula negou a versão do ministro e declarou-se "indignado" com a acusação.
No início do mês passado, Gurgel também afirmou ser alvo de pessoas que "temeriam" o julgamento do mensalão, após parlamentares que integram a CPI do Cachoeira, especialmente petistas, o criticarem e ameaçarem convocar o procurador para depor à comissão.
Ele foi alvo de críticas de membros da CPI que consideraram que houve demora para que o procurador acionasse o STF após uma investigação da Polícia Federal, em 2009, que é uma das matérias-primas para os trabalhos da comissão.
Entre os réus do mensalão estão o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-ministro-chefe da Casa Civil de Lula José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
FONTE: Reuters, 6 de junho