A PERSPECTIVA IDEOLÓGICA


Como já disse e repito vivo um momento de transição onde características ideológicas e visões de mundo do socialismo ortodoxo ainda se encontram presentes em mim, mas falarei aqui primeiro o que segundo a visão anarquista tenho da divisão do estado do Pará e depois um apurado político/sócio/econômico o mais imparcial possível, me afastando da ideologia e isso ficará mais claro e o porquê farei deste modo também.
“Ser governado é ser inspecionado, ser dirigido, ser regimentado, numerado, regulado registrado, adoutrinado, controlado, revisado, estimado, censurado, ordenado... por criaturas que não tem o direito, nem a sabedoria e nem a virtude para fazê-lo” (Pierre J Proudhon)
As palavras acima de Proudhon são o suficiente para entendermos a minha visão (ideológica) sobre tal assunto, para mim assim como para Proudhon qualquer forma de governo seja lá de que espécie e de que objetivo terá como pano de fundo a escravidão e o “rebaixamento” do homem para com o próprio homem, defendo la libertad, la igualdad y la fraternidad, numa perspectiva que o homem não pode e não deve ser livre pela metade, nesta hipótese o homem só seria livre se todas as fronteiras caíssem e o homem formasse uma única grande comunidade chamada comunidade humana, sem governos, sem poderes, sem regimentos. De início portanto a vontade de se afastar de um estado constituído seria louvado e aplaudido por mim, por outro lado a criação de outro estado seria trocar seis por meia dúzia, pois haverá aí a concentração do poder político e historicamente a margem de erro é muito grande quando isto acontece, para comprovar o que digo fico com a máxima de Mikhail Bakunin “Exercer o poder corrompe, somente o poder degrada” e aqui gostaria de lembrar que estou fazendo um apanhado dentro da lógica ideológica, ainda farei uma analise política (lembrando minha ortodoxia   morusniana/marxista). Sou a favor que qualquer povo se liberte do julgo da escravidão, da violência, do abandono e da intolerância, só que para que isso ocorra tem que ser num todo não pode e nem deve ser pela metade, se libertar, para depois tornar-se escravo de novo, levaria a que?
 para todos que lutam ao redor do globo terrestre por paz, justiça e liberdade encerramos esta parte com as palavras do pensador anarquista Max Stiner “Os grandes são grandes porque estamos de joelhos, levantemo-nos!”
OBS: Amanhã a analise político/sócio/econômico da proposta de divisão. Aguardem....
 
Blog do Tiago Sousa
 
COMENTÁRIO DO BLOG
 
Adoro todas as teorias de esquerda, se não são absolutas no seu ensinemento, ao menos nos ensinem a olhar o mundo de forma menos convencional e é disso que mais gosto: De não ser convencional. Dentre todas o anarquismo me encanta, não pe3la possibilidade, que é remota, mas pela doutrina de liberdade. Adoro os livros anarquistas, já leram "A Bomba"? Meu livro anarquista de cabiceira é "O Anarquismo" de Bakunin, entre tanto vou mais por Rousseau, acredito mais no pacto social, e na sua necessidade para afastar o estado de barbárie, pois sim: O homem é o lobo do homem.